AAF Brussels 2019

artista(s): Paula Scamparini, Guilherme Gafi, Antonio Bokel

Começamos o calendário de feiras de 2019 participando, em parceria com a Galeria Zielinsky, da AAF Brussels, feira internacional que chega em sua 11ª edição na Bélgica. 

Antonio Bokel, Guilherme Gafi e Paula Scamparini serão os artistas representados pela Aura presentes em nosso estande.

 

Antonio Bokel [Rio de Janeiro/RJ, 1978]

Transita entre a pintura, a escultura, a literatura e a estética das intervenções gráficas urbanas. Sua gestualidade e experimentação cromática são marcas presentes em sua pintura, caminhando lado a lado com uma curiosidade informal direcionada sobre o universo das simbologias culturais e iconografias populares. Percebe-se, nos seus gestos, uma vontade de representação estética do caos, algo que podemos observar nos ritmos de espontaneidade e diligência, fruto das mobilidades frenéticas da urgência dos tempos atuais. Desse modo, a expressão gráfica do artista torna-se um amálgama das visualidades das ruas, das revistas, das imagens publicitárias, dos cartazes comerciais esquecidos e deteriorados pelo tempo junto com criações visuais próprias das identidades periféricas que se sobrepõem sobre essas comunicações. Um trabalho que soma as linguagens gráficas e pictóricas do campo artístico junto com indagações frente ao imaginário urbano e social em que vivemos. Bokel também tensiona diferentes linguagens plásticas ao aproximar soluções visuais que bebem de distintas procedências. Podemos notar em suas pinturas citações explícitas às correntes históricas informais, ao mesmo tempo em que se faz presente configurações geométricas próprias das vertentes racionais construtivistas. Ao ativar essa coexistência de códigos quase opostos, Antônio Bokel nos reafirma atuar em um cenário pós-moderno, onde o acúmulo da diferença parece fazer sentido.

***

Antonio Bokel is an artist from Rio de Janeiro, who transits between painting, sculpture, literature and the aesthetics of urban graphic interventions. His gestuality and chromatic experimentation are features present in his painting, walking side by side with an informal curiosity directed at the universe of cultural symbologies and popular iconographies. One can perceive in his gestures a desire for aesthetic representation of chaos, something that we can observe in the rhythms of spontaneity and diligence, result of the frantic mobilities of the urgency of present times. Thus, the artist's graphic expression becomes an amalgam of the visuals of the streets, magazines, advertising images, commercial posters, which have been forgotten and deteriorated by time, along with visual creations of peripheral identities that overlap on these communications. A work that adds the graphic and pictorial languages ​​of the artistic field along with inquiries towards the urban and social imaginary in which we live. Bokel also proposes different plastic languages ​​when approaching visual solutions that are influenced by different provenances. One can note in his paintings explicit quotations to informal historical currents, while at the same time making present geometric configurations of the constructivist rational trends. By activating this coexistence of almost opposing codes, Antonio Bokel reaffirms us to act in a postmodern scenario, where the accumulation of difference seems to make sense.

 

Guilherme Gafi [Santo André/SP, 1986]

Guilherme Gafi, artista da Grande São Paulo, reordena o léxico tradicional da pintura através do viés urbano da contemporaneidade. A tinta, a mancha e a cor – elementos que já foram protagonistas da pintura moderna – estão presentes na produção visual do artista. No entanto, o que os atualiza frente aos novos tempos é a forma como Gafi repensa esses atributos de acordo com as urgências atuais, já que retira da mancha sua áurea de subjetividade e gestualidade, colocando-a numa perspectiva de serialidade da repetição industrial. Seu trabalho repensa as bases convencionais – ao sair do canvas e buscar materiais corriqueiros, peças descartadas e objetos cotidianos –, alargando, assim, o pensamento bidimensional que avança sobre a espacialidade das arquiteturas e das cidades. Mas não é apenas com a disciplina pictórica que dialoga o artista. Se percebermos que seus suportes sofrem manipulações, dobras e torções, organizando-se de modo volumétrico pelo entorno, será possível observar também em seus trabalhos uma referência às linguagens escultóricas. Essas organizações e reorganizações dos objetos plásticos de Guilherme Gafi podem ser compreendidas como um sintoma do seu raciocínio editorial, fator presente em seus estudos e experimentações estéticas. Mesmo ao expor imagens sobre a parede, o artista joga com grupos de imagens, séries de manchas e campos de cor, testando o efeito das diagramações, das multiplicações e das sobreposições, como quem busca analisar campos de acúmulo e de massas em processos de homogeneização. Assim, seu trabalho artístico parte de explorações da ordem do abstrato. E essas mesmas explorações ganham ainda maior corpo e vigor ao assumirem arranjos que transitam entre o plano e o espaço.

***

Guilherme Gafi, artist from Santo André, reorders the traditional lexicon of painting through the contemporary urban bias. The ink, the stain and the color – protagonist elements from modern art painting - are present in the visual production of the artist. However, what keeps them abreast of the new times is the way Gafi rethinks these attributes according to the current urgencies, since it removes from the stain its aurea of ​​subjectivity and gestuality, placing it in a perspective of seriality of the industrial repetition. His work repositions the conventional bases - on leaving the canvas and looking for everyday materials, discarded pieces and everyday objects -, thus extending the two-dimensional thinking that advances on the spatiality of architectures and cities. It is not only with the pictorial discipline that the artist dialogues, though. If we notice that his supports are manipulated, folded and twisted, and organized volumetrically by the environment, it is also possible to observe in his works a reference to sculptural languages. These organizations and reorganizations of Guilherme Gafi's plastic objects can be understood as a symptom of his editorial reasoning, a factor present in his studies and aesthetic experiments. Even when displaying images on the wall, the artist plays with groups of images, series of spots and color fields, testing the effect of diagramming, multiplication, and overlapping, as if seeking to analyze fields of accumulation and masses in homogenization processes. Thus, his artwork starts from explorations of the order of the abstract. And these same explorations gain even greater body and vigor by assuming arrangements that transit between plane and space.

 

Paula Scamparini [Araras/SP, 1980]

Investiga o universo da imagem a partir de explorações com a linguagem fotográfica, escultórica, instalativa e performática. Seu trabalho artístico situa a paisagem como um elemento central e a utiliza como um disparador de análises, encontros e inquietações. Essa criação de espaços fictícios, por vezes fabulares, possibilita um diálogo entre construções narrativas tanto imaginárias como factuais. Sua participação em programas de residência ou em projetos em diferentes localidades também estimulou seu interesse por dinâmicas de trânsitos e interferências culturais. Perceber as distintas organizações coletivas e espaciais alastradas mundo a fora despertou na artista uma atenção específica sobre os modos de conformação dos nossos imaginários sociais. Tais interesses alocados nas conformações das sociedades e seus entornos a leva também a observar as subjetividades que se configuram nos tempos de hoje. Assim, o trabalho visual de Paula Scamparini reveza curiosidades que debatem nossos sistemas visuais e comunitários bem como a existência das individualidades dentro desses contextos.

***

Artist from the state of São Paulo, currently residing in the city of Rio de Janeiro, she investigates the universe of the image from explorations with the photographic, sculptural, installation and performance language. Her artistic work situates the landscape as a central element and uses it as a trigger for analysis, encounters and restlessness. This creation of fictitious spaces, sometimes fabled, enables a dialogue between narrative constructions, both imaginary and factual. Her participation in residence programs or projects in different locations also stimulated her interest in transient dynamics and cultural interferences. Perceiving the different collective and spatial organizations spread around the world has aroused in the artist a specific attention to the modes of conformation of our social imaginaries. Such interests allocated in the conformations of societies and their surroundings also lead her to observe the subjectivities that are configured nowadays. Thus, the visual work of Paula Scamparini reveals curiosities that debate our visual and community systems as well as the existence of the individualities within these contexts.

Realização

AAF Brussels

Datas

Preview: 14 de março de 2019 Abertura ao público: de 15 a 17 de março de 2019

Local

Tour & Taxis Avenue du Port, 86C, 1000 Bruxelas, Bélgica

×