ele se lembra que havia jardins¹

artista(s): Bruno Weilemann

No dia 12 de fevereiro inaugura a individual ele se lembra que havia jardins1 de Bruno Weilemann. A primeira exposição individual do Artista na cidade de São Paulo acontece na Galeria Aura, na Rua Wisard, 397, na Vila Madalena. A mostra estará aberta à visitação de 13 de fevereiro a 16 de março, das 10h às 19h, de terça-feira a sexta-feira; e das 11h às 17h aos sábados. A entrada é franca.

Em ele se lembra que havia jardins1, Bruno Weilemann reúne um recorte da sua produção recente, apenas com obras inéditas. A mostra apresenta trabalhos sobre tela em grandes e pequenas dimensões, que fazem parte de uma nova investigação do artista, utilizando tinta a óleo, pó de grafite e resinas. Além das pinturas, a exposição traz alguns objetos e uma sala escura de conteúdo instalativo em que objetos pinturas, pensados como mecanismos projetores, traçam um paralelo entre a construção pictórica (por meio de veladuras) e seu interesse pela imagem cinematográfica e fotográfica. Em uma das obras, o artista leva para a parede placas semi-transparentes como lâminas em grandes formatos. A obra, com iluminação própria, propõe uma nova forma para o negativo fotográfico e a mesa de luz fazendo referência a série “Sobras” de Geraldo de Barros.

As obras apresentadas são o resultado de um trabalho desenvolvido a partir das inter-relações destes fragmentos. Apropriações deslocadas para a construção de outras narrativas, paisagens – à espreita. Uma exposição de pintura pensada pelo processo de construção com inspiração no “Cut Up” de W. S. Burroughs.

Em suas anotações, Bruno descreve:

Ao “dissecar” o que vinha realizando em pintura, evidenciei para o que seriam outras formas de construir. A busca por uma maior coerência à constituição das imagens em suas origens; a pintura abstrata, a figurativa, o paralelo entre a pintura, a fotografia artística documental e a imagem estática do cinema. Dissecar se mostra boa palavra; cabe a separação das partes de forma minuciosa para se criar uma outra “anatomia” – retirar do todo, evidenciar novo experimento, revelar descobertas.

Existem particularidades análogas na concepção destas práticas específicas. O método pictórico indireto, por meio do Underpainting ou Dead Layer – gosto sobretudo destes como palavras – traz o pensamento alquímico, a cor a partir das sobreposições. O processo é similar às antigas fotografias coloridas a mão, primeiro a reprodução mimética do volume sem necessariamente pensar em cor; o Chroma vem a seguir, traz a ambiência. Porém, o mais importante é perceber a construção que prioriza as articulações das camadas, o contágio por sobreposição, as transparências. Pensar por fragmentos – lado a lado, ou um após o outro –, combiná-los em outro instante.

Para a exposição, um lugar pensado como que por “sobras”, construído não apenas pela aparência das coisas, mas que revela novas substâncias a partir de seus fragmentos distintos. Mais ou menos como nossa percepção e a forma como processamos a memória, que embaça tempos, movimentos e espaços.

Ampliando a apreensão e relações da mostra, a produção contou ainda com a participação do músico Renan Vasconcelos, que compôs uma trilha sonora que ambienta a exposição. E Gregório Rosenbusch assina um texto poema.

 

Bruno Weilemann nasceu no Rio de Janeiro em 1983. Vive e trabalha em Petrópolis/RJ. É graduado em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Santa Úrsula e teve sua formação artística através de cursos livres e pelo acompanhamento e orientação de Luiz Ernesto, João Magalhães, Anna Bella Geiger, Fernando Cocchiarale, Glória Ferreira, Bruno Miguel e Daniela Labra. Foi selecionado para os programas da EAV e do Governo do Estado - Aprofundamento 2011; e Projeto de Pesquisa 2012. Participou de exposições no Brasil e exterior, dentre elas: Bienal do Recôncavo (BA); Declaring Independence (Eric Fischl Gallery, Phoenix, USA); 45º Salão De Arte Contemporânea (Piracicaba,SP); 13º Salão Nacional De Arte (Jataí, GO); Visão Fontana – Edital 2016 (Ibeu, RJ); A Luz Que Vela O Corpo É A Mesma Que Revela A Tela (Caixa Cultural, RJ); Salão Nacional De Arte - 2018 (Itajaí, SC).

ABERTURA

12.02.2019, das 19h às 22h

VISITAÇÃO

de 13.02 a 16.03.2019 ter a sex, das 10h às 19h - sáb das 11h às 17h

LOCAL

Galeria Aura (Rua Wisard, 397, São Paulo/SP)​

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