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Yumitakatsuka

Yumi Takatsuka

São Paulo/SP, 1979. Vive e trabalha em São Paulo/SP.

Yumi Takatsuka nasceu em São Paulo, mas, com três meses, a família voltou ao país de origem: o Japão. A artista plástica formou-se na Universidade de Artes Kyoto Saga e só conheceu o Brasil com 27 anos. Ela trabalha principalmente com pintura e xilogravura e, desde 2003, faz exposições e projetos em ambos os países. A herança nipônica aparece nas técnicas, nos materiais e em seu traço. Sua grande inspiração são os animais ligados à alimentação. Sua poética desenvolve-se a partir de um respeito por esses animais, sem fazer um vínculo com o vegetarianismo.

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Exposições individuais

2010 - Un Natural, Galeria Choque Cultural, São Paulo/SP.

2005 - Yumi Takatsuka, O Gallery, Tokyo/Japão.

2004 - Yumi Takatsuka, O Gallery Eyes, Osaka/Japão.

 

Exposições coletivas

2015 - 12 Artistas na Fazenda Catitó, Atelier Galeria Priscila Mainieri, São Paulo/SP.

2009 - Coletiva em Galeria Choque Cultural, São Paulo/SP.

2008 - Japão Pop Show em Galeria Choque cultural, São Paulo/SP.

2006 - Himegoto, Galeria Choque Cultural, São Paulo/SP.

2004 - Tenir, O Gallery Eyes, Osaka/Japão.

2003 - Coletiva, O Gallery, Tokyo/Japão.

2003 - Coletiva, O Gallery Eyes, Osaka/Japão.

 

Residência Artística

2015 - Damar Catitó Workshop International, Fazenda Damar Catitó, Minas Gerais/MG.

 

Trabalhos em publicações

2015 - Batoquim, Thais Ueda e Yumi Takatsuka, Ed. Lote42, São Paulo/SP.

Yumi Takatsuka – O Orgulho da Carne

Pedro Moreira

 
A temática de Yumi gira em torno de animais criados para o consumo humano, mas embora suas composições trabalhem de maneira por vezes sutil,  por vezes diretamente com a questão do sacrifício animal, ela não sugere uma crítica aos nossos modos alimentares. As composições mostram uma grande ternura dentro desta temática, o que aparenta ser paradoxal.

Na maior parte das obras o desenho e a pintura andam juntos, a tinta dando volume e cor e o lápis delineando e definindo as figuras. Mas ao trabalhar com o suporte da madeira uma terceira técnica é utilizada pela artista, escavando a superfície do suporte com uma goiva que às vezes faz o papel do traço figurativo do lápis e às vezes ataca livremente a superfície. O traço mostra a madeira crua ou pintada, dependendo da obra, desfigurando ou traçando o corpo dos animais. Acrescentando complexidade e textura às obras apresenta uma forma muito rica de explorar o suporte da madeira ao compor com outras técnicas.

Os animais tendem a ter um ar pacato ou expressões não definidas mas em algumas obras pela sugestão das medalhas e de suas feições altivas mostram figuras orgulhosas, imponentes em seu papel de presa querida e mimada.

Às vezes como aparente esboço, às vezes como figura realista, o peso, anatomia e movimento das figuras mostra uma grande observação e extrema sensibilidade para com estes animais criados para o sacrifício. Ás vezes de maneira pacífica e visualmente equilibrada, como a composição da pintura “pata negra” que mostra um carneiro premiado em composição com um dos cortes de carne tirados deste animal.

Outras obras mostram uma apresentação muito mais crua do animal com o produto para o qual ele é criado, como a obra “show room” que sobre um fundo de fileiras de carcaças penduradas figura apenas um contorno de boi que acompanha o movimento dos pedaços de carne enfileirados, a obra “a entrega” nos mostra uma visão mais direta, com um burro carregado de diferentes tipos de carne em seu lombo.

(Texto disponível em: https://criticaespecializada.wordpress.com/2011/09/29/yumi-takatsuka-o-orgulho-da-carne/)

As inspirações e influências de Yumi Takatsuka

 

O que te fez querer viver de arte? E como foi seu começo?

Eu gosto de desenhar desde criança. Aos 16 anos, eu queria ser maquiadora de efeitos especiais para filmes e aconselharam-me a aprender a pintar primeiro e depois tentar ser maquiadora. Eu segui o conselho, acabei curtindo e fiz faculdade de arte, mas várias pessoas me falaram que é melhor aprender a pintar primeiro.

Quais são suas maiores influências?

Sem dúvida são o ser humano e os animais ligados a alimentação, comida. Também precisa ter uma beleza diferente, meio incomum.

Você não é vegetariana, mas ainda sim se preocupa com os animais criados com o intuito de serem abatidos. Por que transpor essa preocupação para suas obras?

Na realidade, não é uma preocupação com o abate dos animais. Eu sempre comi e continuo comendo carne, mesmo depois de começar a pintar os animais e sua ligação com a alimentação. Eu, na verdade, tenho respeito com os animais.

Quem ou quais são suas grandes influências?

Eu gosto muito do Matthew Barney e da Miss Van. Ainda assim, não acho que a produção dos meus quadros tenham muitas influências. 

Você é brasileira, mas foi criada em Osaka. Isso afetou muito a forma como você encara a arte?

Na real, eu sou mais japonesa. Os meus pais nasceram no Japão e moraram durante seis anos no Brasil. Nesse período, eu nasci. Com três meses, minha família voltou para o Japão. Só aos 27 anos que eu conheci o Brasil. Então, a minha família e minha cultura são totalmente nipônicas. Acho que por causa dessa herança acabo usando várias técnicas e materiais e também gosto de usar o traço gestual.

O fato de ser casada com o Titi, que também trabalha com arte, te ajuda no processo criativo?

Eu tenho muito respeito pelo Titi, inclusive como artista. Ele me dá apoio e eu sempre pergunto para ele sobre meu trabalho.

Depois que você se tornou mãe, conseguiu se dedicar ao trabalho com o mesmo empenho de antes da gravidez?

O Titi me apóia muito, inclusive que eu pinte. Então, estou conseguindo.

Com a gestação, você passou a enxergar a arte de outra maneira?

Eu acho que estou produzindo da mesma maneira. Apesar disso, estou pintando mais. O meu filho gosta de me ver pintando e também de brincar de pintar ao meu lado.

A música te inspira de alguma forma? O que você gosta de ouvir?

Eu gosto de pintar em silêncio.

(Entrevista disponível no site: http://www.obaoba.com.br/brasil/magazine/inspiracoes-e-influencias-de-yumi-takatsuka)