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Thaisueda

Thais Ueda

São Paulo/SP, 1977. Vive e trabalha em São Paulo/SP.

Formou-se em Comunicação Social na ESPM e Desenho Industrial no Mackenzie. Em 2003, viajou ao Japão e ficou por oito meses na província de Toyama como bolsista em design gráfico. Desde então, Thais trabalha como ilustradora e artista plástica, com foco em desenho, gravura e intervenção urbana. Vale-se de técnicas diversas e já expôs no Brasil e no Japão. Em seus últimos trabalhos, sua pesquisa tem dado grande ênfase para as áreas “em branco” ou não desenhadas do papel. Esse aparente vazio instiga por se revelar um espaço de potência como também sugere um isolamento entre movimento, seres humanos e objetos. Desse intervalamento, surge em seu trabalho o instante, a repetição, o faux pax. O movimento revela um constrangimento inerente, um humor que ecoa nossas próprias vulnerabilidades, é uma metáfora para a busca de um homem que experimenta uma perda contínua.

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2011 - Prêmio Mostra de Artistas no Exterior, Fundação Bienal de São Paulo/SP.

2007 - Prêmio Fiat Mostra Brasil, Porão das Artes – Bienal, São Paulo/SP.

Exposições individuais

2017 - Tudo abaixo do céu, curadoria de Ian Duarte Lucas, Verve Galeria, São Paulo/SP.

2016 - Tudo abaixo do céu, Centro Municipal de Cultura Dr. Henrique Ordovás Filho, Caxias do Sul/RS.

2016 - Tudo abaixo do céu, Museu do Trabalho, Porto Alegre/RS.

2015 - [r]existir, Centro Permanente de Exposições Prof. Jose Ismael, Guarulhos/SP.

2012 - Persistências, MAG (Museu de Arte de Goiânia)/GO.

2011 - Excesso, Tateyama Gallery, Toyama/Japão.

2010 - Garotas Boazinhas, Tag and Juice Gallery, São Paulo/SP.

 

Exposições coletivas

2017 - Devaneios, Galeria Aura, São Paulo/SP.

2016 - Fluidos, Galeria Pico, São Paulo/SP.

2016 - Pulso, Galeria Verve, São Paulo/SP.

2016 - SESI - Edital de Chamamento 2016 Ocupação Artística: Phantazein, SESI Catumbi, São Paulo/SP.

2015 - Quadro Branco, Studio Clio, Porto Alegre/RS.

2015 - Confluir, Verve Galeria, São Paulo/SP.

2014 - Vanitas, Plus Galeria, Goiânia/GO.

2013 - Entre Ser, CCJ Centro Cultural da Juventude, São Paulo/SP.

2013 - Se eu fosse você, Urban Arts, São Paulo/SP.

2012 - Experimento#2, Mapotecas, Jardim do Hermes, São Paulo/SP.

2012 - É tudo nosso, Galeria L’oeil, Aliança Francesa, São Paulo/SP.

2012 - Semente, Galeria Fibra, São Paulo/SP.

2012 - Primeira Coletiva, Oficina Cultural Oswald de Andrade, São Paulo/SP.

2012 - Linhas Paralelas, Galeria Deco, São Paulo/SP.

2011 - Projecto Multiplo, curadoria Paula Borghi, Cordoba/AR.

2011 - Um ponto não revelado numa ilustração botânica, Jardim do Hermes, São Paulo/SP.

2011 - Olhares Impressos, SP Estampa, Atelier Michelangelo, São Paulo/SP.

2011 - 21 X 15, ACASA, Curitiba/PR.

2011 - Próximo Olhar, Cavalera Art projects.

2010 - Projeto Portfolio#8, Aktuell Comunicação, São Paulo/SP.

2010 - Projeto Desvios, Sesc Pinheiros, São Paulo/SP.

2009 - Viagem ao Mundo Inferior, Painel com Alex Hornest, SESC Santana/SP.

2008 - Circuito SESC de Artes – Campinas, Bragança Paulista, Mogi-Mirim, Itapira e Americana.

2008 - Kasato Maru – Permanência no Olhar, Sesc Santana/SP.

2008 - Invasão Tsunami, Palácio do Anhembi, São Paulo/SP.

2008 - Coletiva Espaço KIAI, Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa Bunkyo, São Paulo/SP.

 

Salões

2014 - 3º Salão de Desenho Anônimo, Casa Samambaia/SP.

2014 - 13º Salão de Artes de Guarulhos, Guarulhos/SP.

2013 - Programa de Exposições, MARP, Ribeirão Preto/SP.

2012 - 44º Salão de Arte Contemporânea de Piracicaba, Piracicaba/SP.

2011 - 18º Salão de Artes Plásticas, Praia Grande/SP.

2011 - 20º Encontro de Artes de Atibaia, Atibaia/SP.

2005 - 11º Salão de Arte Contemporânea do MAC, São Paulo/SP.

 

Residência artística

2010 - Litografia com Paulo Chimendes, Museu do Trabalho, Porto Alegre/RS.

 

Trabalhos em publicações

2015 - Batoquim, Thais Ueda e Yumi Takatsuka, Ed. Lote42, São Paulo/SP.

2012 - Cartofilia, Ed. Urban Arts, São Paulo/SP.

2011 - Mitsubishi Motor Sports, Uma Nação em Movimento, São Paulo/SP.

2011 - Catálogo Transfer, São Paulo/SP.

2011 - Revista Digital Caixa Lote, São Paulo/SP.

2010 - Tenho Pena de Você, Thais Ueda e Alex Hornest, Ed. Item 72, São Paulo/SP.

2008 - Ideafixa Greatest Hits, Ed. 11, São Paulo/SP.

2007 - Simples_Sociedade Criativa, Ed. 42, São Paulo/SP.

2007 - Catálogo Fiat Mostra Brasil, São Paulo/SP.

2002 - Latino: America grafica : contemporary graphic design compilation, Gestalt Verlagen.

 

Workshops e participações em feiras, outros

2016 - Workshop Nankin e Percepção Artística, Centro Cultural Ordovás, Caxias do Sul/RS.

2015/2016 - Feira Plana, MIS, Apresentação de múltiplos, serigrafias, zines e impressos, São Paulo/SP.

2015 - Workshop Nankin e o Inconsciente, Translab, Porto Alegre/RS.

2015 - Workshop Nankin e o Inconsciente, Hiperspaço, São Paulo/SP.

2015 - XVII Leilão Pratos para a Arte, Museu Lasar Segall, São Paulo/SP.

2014 - Oficina do Livro Gigante, Parada Gráfica, Museu do Trabalho, Porto Alegre/RS.

2014 - Feira Plana, MIS, Apresentação de múltiplos, serigrafias, zines e impressos, São Paulo/RS.

2013 - Feira Plana, MIS, Apresentação de múltiplos, serigrafias, zines e impressos, São Paulo/RS.

2011 - Workshop de Fanzine, ACASA, Curitiba/PR.

2011 - Oficina de Fanzine ministrado por Alex Hornest e Thais Ueda.

Tudo abaixo do céu

Ian Duarte Lucas

 

Ao escutar o silêncio do mundo, Thais Ueda nos convida a desacelar do ruído e da pressa do cotidiano e adentrar um espaço de possibilidades infinitas. Explorando a dualidade e a repetição, o preto e o branco, a magnitude das montanhas e a leveza das nuvens, nos conduz a lugares inabitáveis, abrigo dos sonhos. Somos apresentados ao conceito do tianxia, visão oriental de mundo em que tudo é uno sob o céu.

Nas manchas imprecisas e traços firmes, o efêmero e o eterno se encontram nas paisagens do ciclo ininterrupto da natureza. A simplicidade do traço em nanquim aguado e fluído revela esta escuta sensível e profunda. Planando livremente neste cenário, vemos pássaros fazendo a ponte entre o céu e a terra, liberdade tão almejada pelo homem. A delicada força de sua obra reside neste singelo convite à pausa e a meditação para os tempos atribulados em que vivemos hoje.

(Texto para exposição "Tudo abaixo do céu", na Verve Galeria, 2017.)

Entrevista - Thais Ueda

 

Seu trabalho é focado especialmente em retratos de mulheres. De onde surgiu a vontade de trabalhar este assunto?

Quando pensei sobre o que gostaria de trabalhar, escolhi algo que – aparentemente – eu conhecia de melhor: a mulher. Decidi sem intenção de levantar uma bandeira ou questões de igualdade dos sexos. Acho que cada artista escolhe o que lhe é mais familiar em seu universo ou algo que se identifique para transmitir suas emoções, sentimentos, medos…

Você tem vontade ou já trabalhou outros temas?

Já trabalhei desenhando gatos e insetos. Insetos são bichos que me fascinam e ao mesmo tempo me enchem de pavor. Também estou planejando iniciar uma série inspirada em dança, em especial, a de butô (dança japonesa).

Porque você escolheu o nome artístico Hana*bi?

Quando comecei a estudar japonês, o que mais me encantava era o estudo dos ideogramas. Em poucos símbolos, existiam muitos significados. Hana*bi é a junção dos ideogramas de flor e o de fogo, que juntos, significam fogos de artificio. Acho os fogos de articificios algo lindo de se ver, são luzes que hipnotizam, e duram tão pouco… Hana*bi é um nome que fala um pouco sobre o etéreo, sobre a fragilidade e beleza e ao mesmo tempo existe a agressividade e destruição do fogo.

Você utiliza diversas técnicas, como o crochê e a pintura. Tem alguma preferida? Como aprendeu o crochê?

Gosto de muitas coisas e foi dificil escolher em quais eu queria me aprofundar.

O crochê aprendi por acaso; nunca tive mão boa para costura ou trabalhos manuais que envolvessem números (contagem de pontos, medidas, etc). Uma amiga que conheci virtualmente me ensinou crochê de um modo diferente e acho que por isso que consegui aprender. Já a pintura, desenho desde pequena, e alguns anos atrás também tive influência do shodô (caligrafia japonesa) no pincel.

O que me influencia na hora de criar é o que estou sentindo. Sempre me pergunto: “o que estou sentindo hoje?” ou “sobre o que eu quero falar?”. Esse é o meu ponto de partida.

Você desenvolveu um trabalho em parceria com seu marido. Quais são as maiores dificuldades e benefícios de se trabalhar com outro artista tão intimo?

A vantagem é que conseguimos viver do que gostamos 24 horas por dia, ele entende minha rotina, minhas dificuldades e eu entendo o lado dele. Decidimos separar bem as coisas na questão do trabalho, cada um tem o seu atelier, seus livros, é importante manter a individualidade de cada um … No mais, acho que todo casal tem seus desentendimentos, brigas…

Você costuma trabalhar ouvindo música? Quais são seus músicos preferidos?

Não consigo escutar música enquanto eu desenho, porque é como se eu entrasse num transe, entre eu e o desenho. Gosto de estar atenta ao que o desenho tem a me “dizer” – apesar de fazer anotações e esboços, existe muito do acaso quando estou no processo de criação. Desenho no silêncio.
Quando faço alguma pesquisa, aí sim consigo estar mais relaxada e escutar uma música… aí vai desde rock até música brasileira.

(Entrevista de 2011, disponível no blog Cavalera - http://www.cavalera.com.br/blog/tag/thais-ueda/)