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Aura arte ruan d ornellas

Ruan D’Ornellas

Volta Redonda/RJ, 1987. Vive e trabalha no Rio de Janeiro/RJ.

Formado em Pintura pela Escola de Belas Artes – UFRJ, Rio de Janeiro/RJ, Ruan realizou diversas exposições, dentre elas: Individuais – “Projeto 365” – MUV gallery – Rio de Janeiro/RJ/2016; “GOLPE DISCRETO” – Curadoria Marcelo Campos – MUV gallery – Rio de Janeiro/RJ/2015; “EDEN” – Espaço Zélia Arbex – Volta Redonda/RJ/2012; “RU-1” – Galeria Macunaíma – EBA-UFRJ; “Retratos” – Espaço Zélia Arbex – Volta Redonda/RJ/2008. Coletivas – “EDEN/SEITA” – Rio de Janeiro/RJ/2015; “Casa 70” – Rio de Janeiro/RJ/2015; “Diversidades” – Espaço JB – Rio de Janeiro/RJ/2010; “Pintura em curso” – Centro de Arte Maria Teresa Vieira – Rio de Janeiro/RJ/2009; “Pintura em curso” – Galeria de Arte UFF – Niterói/RJ/2008.

O artista é representado pela C.Galeria/RJ.

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Exposições individuais

2016 – Projeto 365, MUV gallery, Rio de Janeiro/RJ.

2015 – Golpe Discreto, curadoria Marcelo Campos, MUV gallery, Rio de Janeiro/RJ.

2012 – Éden, Espaço Zélia Arbex, Volta Redonda/RJ. 

2011 - RU-1, Galeria Macunaíma, EBA-UFRJ, Rio de Janeiro/RJ.

2008 – Retratos, Espaço Zélia Arbex, Volta Redonda/RJ.

 

Exposições coletivas

2015 – Éden/Seita, Rio de Janeiro/RJ.

2015 – Casa 70, Rio de Janeiro/RJ

2010 – Diversidades, Espaço JB, Rio de Janeiro/RJ.

2010 – Pintura em curso, Centro de Arte Maria Teresa Vieira, Rio de Janeiro/RJ.

2009 – Pintura em curso, Galeria de Arte UFF, Niterói/RJ.

Golpe discreto

Marcelo Campos

 

As pinturas de Ruan D’ornellas partem de cenas pastorais, ambientes que misturam arquitetura e paisagem, criando sentidos e climas desconectados entre vazios e vestígios de fatos ocorridos. Assim, percebemos golpes sutis, gestos discretos, informações opacas. Como nas estratégias do cinema de Antonioni, Ruan D’ornellas deixa entrevistos pontos focais, aparições, luzes estranhas, suspeitos clarões. Se partíssemos da noção fotográfica, diríamos que um ponto (puncto) se tornaria indicial para acontecimentos não explicitados. Mas a pintura deixa tudo às claras, não há retículas, muito menos recursos como o pixel. Ao redor do evento, está tudo dito e, ainda assim, nas pinturas de Ruan, as imagens são exploradas por entre árvores, ou iluminadas pelas chamas de uma fogueira. Há, com isso, uma certa liturgia, colocando personagens e ambientes como se repetissem gestos ritualísticos.

Ao percebermos o que D’ornellas tem a nos ofertar, podemos seguir trilhas distintas. Com componentes epocais, certas partes das divisões e efeitos das pinturas se ligam a figurações como as que percebemos nos jogos eletrônicos. Em outro sentido, a potência do still, o fora de cena, a informação nas bordas do acontecido. Utilizar paisagens pastorais é, hoje, uma revisão do que chamávamos de arcadismo, gênero literário que misturava personagens mitológicos, cenas pastorais e afetações civilizatórias. Porém, como nos alerta o teórico Thomas Crow, as formas pastorais funcionam, agora, como ironia, trazendo o passado como invenção do presente.

Ruan D’ornellas, assim, se empenha em atribuir signos, cores, geometrias, repetições em cortes e golpes desnaturalizados, já que a continuidade da narrativa é impossibilitada por inusitados espectros.