Favicon 53c4217df509e8880074b6dd49fcda0a9119b0db701d41d3cefd130ec3895c95
Portfolio   aura   sele  o 2

Ricardo Fonseca

Porto Alegre/RS, 1978. Vive e trabalha em Porto Alegre/RS.

Ricardo Fonseca é formado em Arquitetura (PUCRS, 2003) e em Artes Visuais (UFRGS, 2013). A sua produção artística se desenvolve principalmente no campo do desenho, articulando linguagens e processos criativos relacionados ao pensamento gráfico. Como quadrinista já participou de salões de desenho e publicações independentes. É sócio-fundador da Canhotorium Arte Aplicada, estúdio coletivo dedicado à criação artística nas áreas do design, ilustração e comunicação. Atuando como artista visual, já participou de diversas exposições coletivas e individuais, como a exposição Substâncias Emergentes (2014), na UFCSPA, e a exposição Formas Aproximadas (2014), na Galeria Iberê Camargo da Usina do Gasômetro, sendo esta finalista do IX Prêmio Açorianos de Artes Plásticas na categoria Destaque em Desenho.

Work aura arte ricardo fonseca destaque  1
Work aura arte ricardo fonseca destaque  2
Work aura arte ricardo fonseca destaque  3
Work aura arte ricardo fonseca destaque  4
Work aura arte ricardo fonseca destaque  6
Work aura arte ricardo fonseca destaque  7
Work aura arte ricardo fonseca destaque  5
Work aura arte ricardo fonseca destaque  4
Work aura arte ricardo fonseca destaque  2
Work aura arte ricardo fonseca destaque  1
Work aura arte ricardo fonseca destaque  3

2015 - Indicação na categoria "Destaque em Desenho", pela mostra "Formas Aproximadas", IX Prêmio Açorianos de Artes Plásticas, Porto Alegre/RS.

Exposições individuais:

2014 - Substâncias Emergentes, Espaço das Artes UFCSPA, Porto Alegre/RS.

2014 - Formas Aproximadas, Galeria Iberê Camargo, Porto Alegre/RS.

2012 - Operações, Câmara Municipal de Porto Alegre/RS.

 

Exposições coletivas:

2015 - Caixa Materna, Galeria Hipotética, Porto Alegre/RS.

2014 - COLETIVA, Acervo Independente, Porto Alegre/RS.

2013 - SUPERNOVA¹, Pinacoteca Barão de Santo Ângelo, Instituto de Artes UFRGS, Porto Alegre/RS.

2012 - A Cor da Água, Espaço Aldo Malagoli, Instituto de Artes UFRGS, Porto Alegre/RS.

2012 - Giro na arte Galeria Espaço IAB, Porto Alegre/RS.

2011 - Ilustração: arte de narrar, Pinacoteca Barão de Santo Ângelo, Instituto de Artes UFRGS, Porto Alegre/RS.

2011 - Mostra Gravural Espaço Aldo Malagoli, Instituto de Artes UFRGS, Porto Alegre/RS.

2011 - Postais de Porto Alegre com o coletivo de gravura Rizoma, Koralle Santander Cultural Porto Alegre, Porto Alegre/RS.

2010 - Gravura no IA, Espaço Aldo Malagoli, Instituto de Artes UFRGS, Porto Alegre/RS.

1992 - Exposição coletiva dos alunos da Escolinha de Artes da UFRGS, Reitoria de Artes da UFRGS, Porto Alegre/RS.

 

Salões:

2015 - XXII Salão Internacional de Desenho para Imprensa de Porto Alegre, Usina do Gasômetro, Porto Alegre/RS.

2014 - XXII Salão Internacional de Desenho para Imprensa de Porto Alegre, Usina do Gasômetro, Porto Alegre/RS.

2011 - XIX Salão Internacional de Desenho para Imprensa de Porto Alegre, Usina do Gasômetro, Porto Alegre/RS.

2008 - XVI Salão Internacional de Desenho para Imprensa de Porto Alegre, Usina do Gasômetro, Porto Alegre/RS.

2001 - IX Salão Internacional de Desenho para Imprensa de Porto Alegre, Usina do Gasômetro, Porto Alegre/RS.

Exposição Substâncias Emergentes

Umbelina Barreto

 

Apresentar o desenho do artista Ricardo Fonseca pode ser construir algum tipo de instrumento que possibilite a observação minuciosa de sua obra, através de um percurso pelo plano de expressão e representação, que mostre a ação do próprio desenhador. Pode ser também a possibilidade de focalizar o processo do artista em ato, em que o ato de desenhar vai construindo o olhar, em um percurso do desenho que se vai fazendo a si próprio.

Da permanência das ruínas arquitetônicas à impermanência das substâncias geradas, o artista mostra-se em seus desenhos como um construtor de memórias. Seriam essas memórias desenhadas como viajantes do tempo que vão acumulando as ruínas dos espaços visitados? Nesse sentido, é certo que, em sua obra, perscrutamos séries históricas, como os códices de Leonardo da Vinci, que emergem entre espaços de construção e desconstrução, que se apresentam em ensaios gráficos, evidenciando arquiteturas rompidas ao fazer emergir as substâncias contidas em suas estruturas anteriormente cerradas.

O desenho de Fonseca traz o espaço como um universo em constante processo de formação/transformação. Fica-se a questionar sobre as limitações do olhar. Se piscarmos os olhos as figuras desaparecerão? O momento exato da apropriação da figura que foi formada com o olhar é, aparentemente, instável, e nos informa da realidade da substância que a define. Romper a arquitetura do espaço de representação, com o transbordamento do traço em procedimentos reiterados, em movimentos que se expandem em micro variações, é, também observar os desenhos a partir do ver/não ver do olhar, o que acentua no desenho de Ricardo Fonseca essa impressão do instante.

O certo é que o artista tem a intenção de nos colocar no momento exato do registro da emergência, como se as imagens que se formam estivessem sempre a se fazer e desfazer. E, talvez a única coisa que nos resta nesse universo assim gerado, seja a multiplicação. Multiplicar as imagens com simples piscadelas do olhar. O que nos leva a refletir sobre o processo do desenho como uma forma de criação e expansão da matéria que nos constitui e em que estamos todos inseridos.

(Umbelina Barreto é artista visual, Profa. Dra. do Instituto de Artes da UFRGS. Texto de 2014.)

 

Exposição Formas Aproximadas

Antônio Augusto Bueno

 

gosto de me deixar perder nos desenhos de ricardo ... o olhar vagando pelas linhas, formas e cores ... a cada passo uma surpresa ... lembranças de lugares que não conheço ... talvez um outro universo ... cenários fantásticos para possíveis personagens reais ... em preto e branco ... em cores ... zonas densas, ricas de ricos detalhes ... respiros ... respiro. me desloco ... subo ... desço ... subo novamente ... quanto tempo passou ? que distância foi percorrida ? que lugar é esse ? quem sou eu passeando por essas paisagens ?

ventos em cores ... sons em linhas ...
formas aproximadas ...

gosto de ficar em frente aos desenhos de ricardo ... sem ter pressa ... com calma ... deixando o olhar correr solto ... ir e voltar ... numa narrativa labiríntica ... sem fim ... sem início ... para lá ... para cá ...

em desenhos que ganham também a terceira dimensão ... em branco ... e no branco da parede da galeria o desenho continua ... saio da usina ... sigo caminhando ... e na beira do guaíba continuo vendo os desenhos de ricardo fonseca ...

(Texto de 2014.)

 

Exposição Operações

Laura Castilhos

 

O desenho de Ricardo é acontecimento.

Ainda que nasça espontâneo, sem esboço anterior,

não é casual ou informal.

Sua linha limpa e concisa é pensamento.

A narrativa é o próprio processo de criação.

Constrói, com a maestria de quem desenha desde menino,

máquinas, partes do corpo humano, animais,

ferramentas, objetos do cotidiano, ou inexistentes.

O resultado é um novo cenário.

Descarta, entre outros elementos visuais,

a perspectiva, o jogo de luz e sombra, os planos.

Abusa do movimento, da composição planar.

Na obra de Fonseca a simbiose entre

as coisas criadas e inventadas é completa.

(Laura Castilhos é artista plástica, ilustradora e professora no IA/UFRGS.)