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Osvaldo carvalho aura

Osvaldo Carvalho

Rio de Janeiro/RJ, 1966. Vive e trabalha no Rio de Janeiro/RJ.

O artista carioca, Osvaldo Carvalho,  expõe na plataforma Aura pinturas de sua série “Pequenas Dissensões”. Trabalhos que partem de imagens já existentes e difundidas pela internet, mas que recebem o olhar do artista atento a pequenas incongruências. São detalhes com sentidos dissonantes que passariam desapercebidos, se não fossem a sua transposição para as telas. Notam-se encontros entre elementos e objetos, que estão imersos em planos convidativos de cor. Martelo repousando próximo a um prego, estaria esperando para finalizar o trabalho? Ou, ainda, não foi guardado depois do serviço? Tênis usados e velhos, largados em frente de uma lata de lixo. Por pouco, mas por muito pouco mesmo, talvez escapem de sua inutilização. Esse conjunto de obras traz situações que causam uma sutil inquietação, pois têm o movimento suspenso, sua continuidade distante, fica-se a esperar por um desfecho.

Mestre em Poéticas Visuais pela ECA-USP, iniciou suas atividades artísticas em 2000 com o Prêmio Interferências Urbanas. Desenvolveu seus estudos na EAV-Parque Lage e Oficina de Escultura do Museu do Ingá, Niterói, RJ. Seus trabalhos buscam situar o indivíduo no centro de suas questões artísticas, seja integrando o espaço público e o passante, seja coletando depoimentos que irão constituir uma apresentação final, tanto quanto buscando em arquivos pessoais variados material para a manufatura de novas composições. Participou de diversas exposições coletivas e salões. Entre suas principais exposições individuais estão Fabulário, Galeria Hiato, Juiz de Fora, MG (2015) e Museu de Arte Contemporânea de Niterói, RJ (2014); KIDS, Eixo Arte Contemporânea, Niterói, RJ (2013); Plastic World, Cosmocopa Arte Contemporânea, RJ (2012); Em Trânsito, Espaço Cultural Marcantonio Vilaça, TCU-DF (2012) e Fundação Cultural de Criciúma, SC (2011); Sala de Leitura, LGC – Arte Contemporânea, RJ (2010); Palavras Apropriadas, Castelinho do Flamengo, RJ (2008); Cartazes - Grandes Formatos, Museu de Arte Contemporânea, Campo Grande, MS (2010), Casa das Onze Janelas, PA (2007); Usina do Gasômetro, RS (2006), Museu de Arte de Ribeirão Preto, SP (2005); Sonho Dourado, III Mostra do Programa de Exposições do Centro Cultural São Paulo (2007); Diários, Espaço Furnas Cultural, RJ (2005).

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Projeto Identidades - curadoria de Osvaldo Carvalho

2011 - Menção Honrosa - 18º Salão de Artes Plásticas de Praia Grande/SP.

2010 - Prêmio Victor Brecheret Aquisitivo - 19º Encontro de Artes Plásticas de Atibaia/SP.

2010 - Prêmio Aquisição - 16º Salão Anapolino, Anápolis/GO.

2008 - Prêmio Aquisição - 7º Salão de Arte Contemporânea SESC-Amapá/AP.

2008 - Prêmio Aquisição - 40º Salão de Arte Contemporânea de Piracicaba/SP.

2007 - Destaque na Revista Digital da Fundação Iberê Camargo, Porto Alegre/RS.

2007 - Prêmio Aquisição - 35º Salão de Arte Contemporânea de Santo Andr/SP.

2006 - Prêmio Hercule Florence, Rio de Janeiro/RJ.

2006 - 1º Prêmio Aquisição - 5º Salão de Arte Contemporânea de Jataí/GO.

2005 - 1º Prêmio Aquisição - 1º Salão de Artes Visuais de Uberlândia/MG.

2005 - Prêmio Exposição Individual - UniversidArte XIII, Rio de Janeiro/RJ.

2004 - Referência Especial do Júri - 1º Salão de Arte Contemporânea de Paraty, Rio de Janeiro/RJ.

2000 - Prêmio Interferências Urbanas - 2ª Edição, Rio de Janeiro/RJ.

Exposições individuais

 

2015 - Fabulário, Galeria Hiato, Juiz de Fora/MG.

2015 - Fabulário, Galeria de Arte Meninos de Luz, Rio de Janeiro/RJ.

2014 - Fabulário, MAC – Museu de Arte Contemporânea, Niterói/RJ.

2014 - Pequenas Dissensões, Galeria do Café Baroni, Rio de Janeiro/RJ.

2013 - Kids, Eixo Arte Contemporânea, Niterói/RJ.

2013 - Pequenas Dissensões, Canto da Carambola, Rio de Janeiro/RJ.

2012 - Plastic World, Cosmocopa Arte Contemporânea, Rio de Janeiro/RJ.

2012 - Em Trânsito, Espaço Cultural Marcantonio Vilaça – TCU, Brasília/DF.

2011 - Freedom, Musée des Anges, Bruxelas/Bélgica.

2011 - Em Trânsito, Fundação Cultural de Criciúma, Criciúma/SC.

2011 - Cartazes – Grandes Formatos, Museu Universitário de Arte, Uberlândia/MG.

2010 - Sala de Leitura, LGC Arte Contemporânea, Rio de Janeiro/RJ.

2010 - Cartazes – Grandes Formatos, Galeria de Arte Antonio Sibasolly, Anápolis/GO.

2010 - MARCO – Museu de Arte Contemporânea, Campo Grande/MS.

2008 - Palavras Apropriadas, Centro Cultural Oduvaldo Vianna Filho, Castelinho do Flamengo/RJ.

2008 - Sonho Dourado, Centro Cultural Pascoal Carlos Magno, Niterói/RJ.

2007 - III Mostra do Programa de Exposições, Centro Cultural São Paulo, São Paulo/SP.

2007 - Cartazes – Grandes Formatos, Casa das Onze Janelas, Belém/PA.

2006 - Cartazes – Grandes Formatos, Galeria de Arte da UFSC, Florianópolis/SC.

2006 - Cartazes – Grandes Formatos, Usina do Gasômetro. Porto Alegre, RS.

2006 - Cartazes – Grandes Formatos, Galeria Antônio Munhoz, SESC Amapá. Macapá/AP.

2005 - Cartazes – Grandes Formatos, Casa da Cultura da América Latina, Brasília/DF.

2005 - Cartazes – Grandes Formatos, Museu de Arte de Ribeirão Preto, Ribeirão Preto/SP.

2005 – Diários, Espaço FURNAS Cultural, Rio de Janeiro/RJ.

2005 - Estigmas, Projeto Vitrine Efêmera, Estudio Dezenove, Rio de Janeiro/RJ.

2004 - Xeromonogravuras, Memorial de Curitiba, Curitiba/PR.

2003 - Xeromonogravuras, Centro Cultural dos Correios, Rio de Janeiro/RJ.

2002 - Xeromonogravuras, Fundação Cultural de Petrópolis, Petrópolis/RJ.

2002 - Xeromonogravuras, Centro Cultural Laurinda Santos Lobo, Rio de Janeiro/RJ.

 

Exposições coletivas

2015 - Cubo de Ensaio, Centro Municipal de Artes Calouste Gulbenkian, Rio de Janeiro/RJ.

2015 - Pocket Collection, Galeria Monique Paton, Rio de Janeiro/RJ.

2015 - Salve Jorge 23 – 7ª edição, Galeria Sergio Gonçalves, Rio de Janeiro/RJ.

2015 - Ambiguidades – Ateliê da Imagem, Rio de Janeiro/RJ.

2015 - Atemporal, Galeria Graphos: Brasil, Rio de Janeiro/RJ.

2015 - Dez ao Cubo, Centro Cultural Raul de Leoni, Petrópolis/RJ.

2015 - Afluência, Galeria do Café Baroni, Rio de Janeiro/RJ.

2015 - Atemporal, Espaço Cultural Olho da Rua, Rio de Janeiro/RJ.

2014 - Isto é Arte isto não é Arte, VG Galeria de Arte, Rio de Janeiro/RJ.

2014 - Atemporal – Espaço Apis, Rio de Janeiro/RJ.

2014 - Pintura!, Galeria de Arte Meninos de Luz, Rio de Janeiro/RJ.

2014 - ARTIGO – Feira de Arte Contemporânea, Galeria Sergio Gonçalves, Rio de Janeiro/RJ.

2014 - Beuys, para onde nos leva?, Centro Cultural da Justiça Federal, Rio de Janeiro/RJ.

2014 - Dez ao Cubo, Arte&Fato Galeria, Porto Alegre/RS.

2014 - 13º Salão de Arte Contemporânea de Jataí, Museu de Arte Contemporânea, Jataí/GO.

2014 - Mergulho no Bailado de Flavio de Carvalho, SESC Nova Iguaçu, Nova Iguaçu/RJ.

2014 - Feira de Arte Hebraica – Feira de Arte Contemporânea, Galeria Sergio Gonçalves, São Paulo/ SP.

2014 - Dez ao Cubo, Estudio Dezenove, Rio de Janeiro/RJ.

2014 - Salve Jorge 23 – 6ª edição, Galeria Sergio Gonçalves, Rio de Janeiro/RJ.

2014 - III Salão Xumucuís de Arte Digital, Casa das Onze Janelas, Belém/PA.

2014 - Dez ao Cubo – Galeria Hiato, Juiz de Fora/MG.

2014 - Quem Viver, Verão!, Galeria Sergio Gonçalves, Rio de Janeiro/RJ.

2013 - Opening,  Orlando Lemos Galeria, Nova Lima/MG.

2013 - PARTE – Feira de Arte Contemporânea, Galeria Coleção de Arte, São Paulo/SP.

2013 - ARTIGO – Feira de Arte Contemporânea, A Artéria Art Projects, Rio de Janeiro/RJ.

2013 - Fragmentos do Cotidiano, Galeria Paçoca, Rio de Janeiro/RJ.

2013 - Futebol Arte – Parque das Ruínas, Rio de Janeiro/RJ.

2013 - Salve Jorge 23, 5ª edição Galeria Sergio Gonçalves, Rio de Janeiro/RJ.

2013 - Beuys, Para onde nos leva?, SESC Nova Iguaçu, Nova Iguaçu/RJ.

2013 - Poetas no Palácio, Espaço Ernani Arte e Cultura, Rio de Janeiro/RJ.

2013 - Projeto Identidades – Ateliê da Imagem, Rio de Janeiro/RJ.

2013 - Verão II, Galeria de Arte Meninos de Luz, Rio de Janeiro/RJ.

2013 - Museu de Arte Postal, Espaço Eu Vira, Rio de Janeiro/RJ.

2012 - O Centro de Cada Um, Centro Cultural da Justiça Federal, Rio de Janeiro/RJ.

2012 - ARTIGO – Feira de Arte Contemporânea, Cosmocopa Arte Contemporânea, Rio de Janeiro/RJ.

2012 - Coleção Fotocópia, Universidade Federal de Viçosa, Viçosa/MG.

2012 - PARTE – Feira de Arte Contemporânea, Galeria Patrícia Costa, São Paulo/SP.

2012 - Roda Gigante – Parque das Ruínas. Rio de Janeiro/RJ.

2012 - 22º Arte de Portas Abertas – Santa Teresa. Rio de Janeiro/RJ.

2012 - Eu Vira Convida – Espaço Eu Vira. Rio de Janeiro/RJ.

2012 - Panorama Terra – Galeria Antonio Berni, Consulado da Argentina, Rio de Janeiro/RJ.

2012 - Palavras Cruzadas, Galeria de Arte Meninos de Luz, Rio de Janeiro/RJ.

2012 - Palavras Cruzadas, Estúdio Dezenove, Rio de Janeiro/RJ.

2012 - Verão, Galeria da Gávea, Rio de Janeiro/RJ.

2012 - Vênus Terra I, Pela lei natural dos encontros, Galeria TAC Galpão, Rio de Janeiro/RJ.

2011 - Nova Escultura Brasileira – Centro Cultural da Caixa Econômica Federal. Rio de Janeiro/RJ.

2011 - Caras – Miscigenação, Musée des Anges, Bruxelas/Bélgica.

2011 - Prêmio Prix Photo Web – Finalista, Aliança Francesa Brasil.

2010 - Arte Pará 2010, Museu do Estado do Pará, Belém/PA.

2010 - Transmutação, Galeria de Arte Meninos de Luz, Rio de Janeiro/RJ.

2010 - Entre Meios, Passagem Literária da Consolação, São Paulo/SP.

2010 - 19º Encontro de Artes Plásticas de Atibaia, Pinacoteca de Atibaia, Atibaia/SP.

2010 - Agregados – SESC Ramos, Rio de Janeiro/RJ.

2010 - Futebol/Arte – Olhares sobre uma paixão, LGC Arte Contemporânea, Rio de Janeiro/RJ.

2010 - Salve São Jorge, Espaço Imaginário, Rio de Janeiro/RJ.

2010 - Simultâneo – Viradão Carioca, Rio de Janeiro/RJ.

2009 - Nanoexposição, Galeria Studio44, Estocolmo/Suécia.

2009 - Piscinão da Benvinda, Galeria Murilo Castro, Belo Horizonte/MG.

2009 - Piratão, Barracão Maravilha e ruas adjacentes, Rio de Janeiro/RJ.

2009 - Mostra Acervo – LGC Arte Contemporânea, Rio de Janeiro/RJ.

2009 - Um Acervo em Exposição, Museu Universitário de Arte, Uberlândia/MG.

2009 - Acervo Selecionado, Centro Cultural Correios, Rio de Janeiro/RJ.

2008 - MaCFilé, Museu de Arte Contemporânea de Niterói, Niterói/RJ.

2008 - ArtBO, Feira Internacional de Arte, Bogotá/Colômbia.

2008 - Master Class, Galeria de Arte Meninos de Luz, Rio de Janeiro/RJ.

2008 - Solar, Galeria de Arte Meninos de Luz, Rio de Janeiro/RJ.

2008 - 2ptos Mostra Catálogo, Recife/PE.

2007 - Projeto Percursos. Porto Alegre/RS.

2007 - Mostra Livre de Arte, Circo Voador, Rio de Janeiro/RJ.

2007 - Foto+ 2006 Prêmio Hercule Florence, Casa França-Brasil, Rio de Janeiro/RJ.

2006 - Atos Visuais 2006, FUNARTE Galeria Fayga Ostrower, Brasília/DF.

2006 - Selecionados UniversidArte XII, Casa França-Brasil, Rio de Janeiro/RJ.

2006 - Apropriações, Galeria de Arte da UFF, Niterói/RJ.

2006 - RedeOcupações, Casarão da UNEI, Rio de Janeiro/RJ.

2006 - Cerâmica e Escultura no Museu do Ingá, Museu do Ingá, Niterói/RJ.

2006 - VIII Bienal do Recôncavo, Centro Cultural Dannemann, São Félix/BA.

2005 - Nanoexposição – ArtBO Feira Internacional de Arte de Bogotá/Colômbia.

2005 - Verbete – revista eletrônica de artes visuais, www.verbete.art.br.

2005 - E.I.A. Experiência de Imersão Ambiental – 2ª edição, São Paulo/SP.

2005 - 7ª Mostra João Turin – Casa Andrade Muricy, Curitiba/PR.

2005 - Experiência e Duração – Conjunto Cultural da Caixa. Rio de Janeiro/RJ.

2005 - UniversidArte XIII – Selecionados, Galeria Maria Martins, Rio de Janeiro/RJ.

2005 - 20 por 20 - Ateliê da Imagem, Rio de Janeiro/RJ.

2004 - Arte Pará 2004 - Museu do Estado do Pará, Belém/PA.

2004 - E.I.A. Experiência de Imersão Ambiental - 1ª edição, São Paulo/SP.

2004 - VII Bienal do Recôncavo - Centro Cultural Dannemann, São Félix/BA.

2004 - 9ª Bienal de Santos - Casa de Cultura Patrícia Galvão, Santos/SP.

2004 - Linhas Urbanas – SESC-Niterói, Niterói/RJ.

2004 - O Sujeito na Teia dos Desejos - Galeria de Arte da UFF, Niterói/RJ.

2003 - 6ª Mostra João Turin - Casa Andrade Muricy, Curitiba/PR.

2003 - Campo de Inserção - Galeria de Arte da UFF, Niterói/RJ.

2003 - XII Encontro de Artes de Atibaia, Atibaia/SP.

2003 - Círculo Privado - Galeria Mira Schendel, Rio de Janeiro/RJ.

2002 - VI Bienal do Recôncavo - Centro Cultural Dannemann, São Félix/BA.

2002 - Ressonâncias - Casa de Cultura Estácio de Sá, Rio de Janeiro/RJ.

2000 - Prêmio Interferências Urbanas – Projetos Selecionados, Atelier Arte Sumária, Rio de Janeiro/RJ.

2000 - Prêmio Interferências Urbanas - Interferência Urbana, ruas de Santa Teresa, Rio de Janeiro/RJ.

 

 

Salões

2012 - 19º Salão de Praia Grande – Palácio das Artes. Praia Grande/SP.

2012 - 37º Salão de Arte de Ribeirão Preto – MARP. Ribeirão Preto/SP.

2011 - 18º Salão de Praia Grande, Palácio das Artes, Praia Grande/SP.

2011 - 17º Salão UNAMA de Pequenos Formatos, Galeria de Arte Graça Landeira, Belém/PA.

2011 - Salão dos Artistas Sem Galeria, Galeria Berenice Arvani, São Paulo/SP.

2011 - Salão dos Artistas Sem Galeria, Casa da Xiclet, São Paulo/SP.

2010 - 16º Salão Anapolino, Galeria de Arte Sibasolly, Anápolis/GO.

2010 - Salão de Arte de Mato Grosso do Sul, Museu de Arte Contemporânea, Campo Grande/MS.

2008 - X Salão Nacional Victor Meirelles, MASC, Florianópolis/SC.

2008 - 7º Salão de Artes do SESC Amapá, Galeria Antonio Munhoz Lopes, Macapá/AP.

2008 - 40º Salão de Arte Contemporânea de Piracicaba, Pinacoteca Municipal, Piracicaba/SP.

2008 - 1º Salão de Artes Plásticas de Petrópolis, Centro de Cultura Raul de Leoni, Rio de Janeiro/RJ.

2008 - 11º Salão de Arte Contemporânea de Itajaí, Itajaí/SC.

2007 - 39º Salão de Arte Contemporânea de Piracicaba, Armazém 14, Piracicaba/SP.

2007 - 1º Salão de Arte 10x10, Galeria de Arte Loíde Schwanbach, Montenegro/RS.

2007 - 13º Salão UNAMA de Pequenos Formatos, Galeria de Arte Graça Landeira, Belém/PA.

2007 - 35º Salão de Arte Contemporânea de Santo André, Casa do Olhar, Santo André/SP.

2006 - 13º Salão de Arte da Bahia, MAM Bahia Solar do Unhão, Salvador/BA.

2006 - 38º Salão de Arte Contemporânea de Piracicaba – Armazém 14, Piracicaba/SP.

2006 - 31º Salão de Arte de Ribeirão Preto, MARP, Ribeirão Preto/SP.

2006 - 5º Salão de Arte Contemporânea de Jataí, Museu de Arte Contemporânea, Jataí/GO.

2006 - 11º Salão Paulista de Arte Contemporânea, Fundação Bienal, São Paulo/SP.

2006 - 12º Salão UNAMA de Pequenos Formatos, Galeria de Arte Graça Landeira, Belém/PA.

2005 - 5º Salão Nacional de Arte de Goiás, Flamboyant Shopping Center, Goiânia/GO.

2005 - 17º Salão de Praia Grande, Centro de Eventos do Litoral Praia Shopping, Praia Grande/SP.

2005 - Salão de m.a.i.o. – 2ª edição, Salvador/BA.

2005 - 1º Salão de Artes Visuais de Uberlândia – Museu Universitário de Arte, Uberlândia/MG.

2004 - 36º Salão de Arte Contemporânea de Piracicaba - Armazém 14, Piracicaba/SP.

2004 - 29º Salão de Arte de Ribeirão Preto – MARP, Ribeirão Preto/SP.

2004 - Salão de m.a.i.o. -1ª edição. Salvador, BA.

2004 - 32º Salão de Arte Contemporânea de Santo André - Casa do Olhar, Santo André/SP.

2004 - 1º Salão de Arte Contemporânea de Paraty, Paraty/RJ.

2003 - 60º Salão Paranaense, Museu de Arte Contemporânea, Curitiba/PR.

2003 - VI Salão Sobral de Arte Contemporânea – Sobral/CE.

2001 - XXVIII Salão de Arte Jovem – CCBE, Santos/SP.

 

quero e vou continuar olhando porque me vejo aqui

Marco Antonio Portela

 

Essa mostra do artista Osvaldo Carvalho nos coloca frente às suas pinturas e seus delírios poéticos carregados de uma atmosfera intimista, verdadeiros assuntos de família, coisas de casa, desatinos de todos nós. O trabalho aqui apresentado tem o poder de nos parecer próximo, algo intrínseco e reconhecível; numa primeira olhada parece que estamos entrando no conforto e segurança de nossas moradas. Sutilmente sua pintura nos coloca frente a situações e representações que nos vai tirando desse lugar tranquilo e de conforto e nos atira num mix de emoções e realidades mais obscuras, reafirmando a complexidade da condição humana. Situações essas que muitas vezes, e porque não dizer em sua maioria, se apresentam quando estamos em aparente estado de segurança propiciado pelos nossos ambientes mais pessoais: família, amigos, lar.

A pintura é deliciosamente convidativa, porém dicotômica que sempre apresenta uma tensão, por vezes bem explicitada e por outras bastante dissimuladas, mas ela está ali, forçando nosso olhar, nos incomodando como grão de areia no sapato. Ao mesmo tempo em que Osvaldo nos presenteia com uma pintura que nos deixa em contato com uma brandura que remete a cortina ao vento, estampas, sofá da sala, livros, nos colocando em um grau de aconchego e aparente segurança, típica representação do lar idealizado, ele também traz à tona certos mistérios, medos, tabus, coisas que tentamos empurrar para debaixo do tapete. Esse lado estranho e obscuro de todos nós surge hora de forma mais explícita, hora de forma mais velada na pintura do artista. Interessante notar a série de trabalhos que parecem pintados sobre papel de presentes de natal, aparentemente ingênuos, infantis; fazendo lembrar a série Assim é se lhe parecemapas, de Nelson Lerner, construídos com adesivos ”Hello Kitty” , “Disney”. Nelson procura num jogo lúdico de humor rascante falar da divisão política e socioeconômica do planeta, do valor de mercadoria e arte; Osvaldo parte para refletir acerca da psicologia e condição humana. Mais uma vez, brincando, o artista nos apreende em sua teia poética, como moscas distraídas.

Essa característica de ser extraordinariamente atraente e belo, remetendo a um lugar de segurança e placidez, e logo depois apresentar habilmente um lado menos encantador e mais temerário é extremamente sedutora por ser uma metáfora de todos nós, por haver um reconhecimento e um espelhamento da nossa condição humana, nossos acertos e falhas, nossos temores e conquistas, nossas idiossincrasias.  Como o próprio artista sentenciou: “... gosto dessa ideia de falar de algo que parece inofensivo, mas latente, e que vai causar uma grande transformação. As pinturas têm esse princípio em suas faturas, cada uma com seu ar ingênuo mas à beira do precipício.”

A pintura de Osvaldo acerta em cheio como a simplicidade de um retrato de grupo de amigos num churrasco onde o importante é ver se saímos bem na foto; contudo, se continuarmos a olhar atentamente para esse mesmo retrato, identificaremos as diversas camadas que ele apresenta, revelando o cerne de cada um dos retratados. Nessas pinturas do artista não temos nossos rostos e corpos representados, mas temos muito da essência de todos nós, uma natureza universal que conecta a todos. Aquele emaranhado de situações que permeiam nossas vidas, hora de forma feliz, harmoniosa e limpa, hora com uma obscuridade que lutamos para mantê-la longe dos olhos dos outros, por vergonha ou por ignorância.

Essa série, Plastic World, e esse momento do artista que de forma madura consegue realizar obras de grandioso apelo plástico, delicioso deleite visual, convite total a introspecção, também conseguem tocar nossos temores e monstros com os quais lutamos diariamente. É nesse campo dual que surge a tensão que desloca a pintura de Osvaldo Carvalho para um patamar de verdadeira importância expositiva ao mesmo tempo em que agrega caráter universal à sua produção.

 

FABULÁRIO

Mariana Bretas

 

Em tempos de internet, cibercultura e virtualidades Osvaldo Carvalho atualiza as fábulas de Esopo. Nas telas de grandes dimensões o artista incorpora pequenos fragmentos de imagens, detalhes do cotidiano, palavras/enigmas através de camadas de cores, pensamentos, texturas e imaginação em sobreposições nem sempre aleatórias e inocentes. Visibilidades e invisibilidades se tocam, valores e humores se chocam.

Nesse espaço-tempo deslocado, a tela passa a ser o território do gesto, do movimento, dos encontros e desencontros, das aproximações e dos distanciamentos de sentidos e significados. A pintura de Osvaldo Carvalho não dá respostas, ela lança perguntas e instiga o observador a criar suas próprias narrativas dando a ele apenas vestígios, silêncios e vazios. Na tela o que se vê é um equilíbrio inusitado, com decalques de delicadeza, de um mundo real e imaginário, com histórias que não se esgotam nunca. Há sempre uma relação possível, uma surpresa a ser encontrada, um mistério a ser revelado, um fato a ser esquecido.

Quase como numa brincadeira de esconde-esconde, Osvaldo Carvalho joga com a memória em meio às ruínas contemporâneas. Como um arqueólogo de seu tempo o artista tenta encontrar o fio condutor do aqui e agora, do que já foi e do que está por vir. Osvaldo coleciona o mundo e, de uma forma aparentemente simples, convida aquele que vê a recriá-lo de uma forma íntima e pessoal e a levá-lo dentro.

“O que se passa aqui?”, pergunta Roland Barthes diante da pintura de Cy Twombly, que a compara com o teatro italiano, onde “terminada a cena, recordamos: e já não somos os mesmos que antes.” * Assim, Osvaldo Carvalho, com suas “loading paintings”, constrói em Fabulário um lugar, ainda que desterritorializado, da convergência, da experiência e da transformação.

*Barthes, Roland. Sabedoria da Arte, in O Óbvio e o Obtuso. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1990.

 

Sobre Fábulas

Talitha Bueno Motter

           

Na exposição “Fabulário”, pode-se ver um recorte das fábulas-pinturas de Osvaldo Carvalho. Nelas, a noção de contar histórias, advinda do título que as une, aparece impressa na bidimensionalidade das telas, é uma forma diferente de narrativa. Porém, talvez fosse melhor pensar nessas formulações, que se abrem em superfícies repletas de padrões coloridos, animais, objetos variados, crianças, palavras, como atos de constelar do artista, de estabelecer redes de conexões. Essas redes são instáveis, pois constituídas por peças flutuantes, que podem revelar significados diversos dependentes dos outros elementos que ali se agrupam e daquele alguém que lhes dirige o olhar. “Entendimentos” que se originam, muitas vezes, de forma ambivalente: por exemplo, ao se observar o quadro “Love me!”, a aproximação pode ser cativada pelo padrão de bolinhas coloridas ou por um palhaço malabarista de cadeiras vermelhas (tudo habitual?). Depois, começam a aparecer sinais de perigo, um símbolo de energia nuclear disfarçado, uma mensagem Danger. Do not cross. De que maneira tais formas coexistem?

A fisicalidade desses trabalhos esconde a referência virtual de seu universo constitutivo, que remete às buscas realizadas pelo artista na web. Uma palavra lançada em um buscador online acarreta, como coloca o artista, em “caminhos/saltos inesperados"1 em relação ao que se estava, inicialmente, procurando. Os inúmeros links que vão sendo sugeridos podem levar de “quarto de bebê” a “acidente de carro”. Tanto nesse ciberespaço rizomático, quanto nos trabalhos de Osvaldo Carvalho, as relações entre os elementos ali presentes podem parecer inusitadas. No entanto, é assim que se desvela o nosso modo de sentir, pensar, agir, em que muitas vezes queremos algo e acabamos fazendo outra coisa, amamos e desamamos ao mesmo tempo. Conforme Sérgio Milliet (1957), as fábulas possibilitariam explicar de forma agradável verdades que de outra maneira poderiam chocar. Assim, essas fábulas-pinturas poderiam lidar com nossos conflitos indissolúveis, com as respostas sempre inatingíveis.

1CARVALHO, Osvaldo. Entrevista por e-mail. 3 jan. 2015. Entrevista concedida à autora.

(Texto realizado em decorrência da exposição "Fabulário", ocorrido na Galeria de Arte Meninos de Luz em 2015.)

Entrevista concedida à Talitha Motter, em decorrência da exposição "Fabulário", realizada na Galeria de Arte Meninos de Luz em 2015.

 

A pintura sempre esteve presente em minha carreira, mas de maneira subsidiária, servia ao escopo de um pensamento maior de trabalhos em que vinha resolver uma situação específica de uma ideia como na série Dealer em que pintava a óleo placas de compra, venda e aluguel de arte. Até então não havia um compromisso exclusivo com esse meio, mesmo já tendo feito pequenas incursões na área. Em 2010, ao observar os arquivos virtuais que criei com imagens variadas de objetos, de pessoas, de lugares, materiais diversos, eu comecei a fazer relações entre eles, aparentemente aleatórias, e pouco a pouco fui percebendo suas ligações ao longo das pesquisas que desenvolvi sobre todo esse universo da internet com milhões de informações. Fabulário surge nesse esteio, com as consultas que fazemos diariamente sobre os mais amplos assuntos e que nos guiam por caminhos/saltos inesperados em links que muitas vezes não parecem fazer sentido. É como entendo a criação das fábulas contemporâneas surgidas pela internet, digamos também que é uma "busca" por um tema que, de repente, me apareça enquanto "navego", e aí vêm aquelas "correlações" malucas em que começamos pesquisando sobre quarto de bebê e acabamos com acidente de carro, passando por brinquedos, bichos, tiroteio, etc (tela Love me!). Ou então sobre coca-cola e terminar em galinhas, passando por ratos, por crianças que perderam suas mães, brinquedos, etc. (tela Maroon). Ou sobre Tarzan e descobrir um gorila verde (tela Johnny) e por aí segue.

 

Para você qual é o papel da palavra em seus quadros? Como as frases “What love is?” ou “Danger. Do not cross.”

A palavra sempre esteve presente nos meus primórdios artísticos (risos). De fato, sempre gostei de escrever e entendo que a palavra alimenta outras circunstâncias do pensamento, outras esferas do raciocínio e pode ser uma chave de entranda para a percepção do meu trabalho; não será a única, obviamente, mas trará um, digamos, alento, ao observador.

 

Existe um motivo especial para o uso do inglês, que também aparece no nome do quadro “Johnny”?

A utilização é provocativa. Não raro encontramos “puristas” que insistem no uso exclusivo da língua pátria, mas são os mesmos que vão a shoppings, usam laptops, fazem links de ideias, usam facebook, pen drive, smartphone, postam, deletam, e por aí vai. Esse conflito me pareceu mais ressaltado quando, na minha pesquisa por imagens no google, percebi que o universo de imagens apresentadas se expande se a pesquisa for realizada em inglês. Daí para os títulos foi só um pulo.

 

Na entrevista para o blog “ArtArte” de 2012, comenta que a forma de funcionamento das relações humanas talvez seja a sua questão em arte. Ainda percebe dessa maneira? Poderia comentar mais sobre isso?

Sim, é verdade, meu pensamento está sempre voltado para como o outro irá, por exemplo, receber minha obra, não penso minha arte pela arte, mas como um contato que farei com as pessoas, uma abordagem sobre um assunto, uma análise de relações em última instância. Essa série expõe isso, porque as imagens que eu recebo de uma pesquisa estão, intimamente, relacionadas com o que o outro colocou à mostra. Se eu pesquisar doce/candy, encontro não apenas receitas, bolos, cakes, mas música (vide, Iggy Pop), e por aí vai. O que para você é relevante como tema, pode ser assunto secundário no outro, e vice-versa, mas estarão lado a lado na pesquisa de imagens da internet, entende isso?

 

Percebe-se, como bem coloca Marco Antonio Portela, uma tensão em seus trabalhos. Telas convidativas, vibrantes, coloridas, com elementos carismáticos como um porquinho dormindo sorridente, mas que logo vai virar presunto. Há essa procura pela tensão? Como entende isso?

Como disse acima, a tensão está na manifestação pessoal em que para uns a violência é um fetiche e para outros uma aberração. Há quem adore postar/baixar imagens de acidentes, por exemplo, e quem tenha repulsa e até considere desnecessário aquilo. Mas a grande rede não tem exceções. A tensão é clara se você busca saber sobre pets e vê não apenas cãezinhos fofinhos, mas também maus tratos de animais, essa “tensão” é explícita! Minhas telas são uma releitura dessa amostragem conflituosa com que nos deparamos a todo momento.

> MARCO - Museu de Arte Contemporânea, Campo Grande/MS.

> Museu de Artes Plásticas Loures, Anápolis/GO.

> Museu Casa das Onze Janelas, Belém/PA.

> Museu de Arte Contemporânea de Jataí, Jataí/GO.

> MUnA - Museu Universitário de Arte, Uberlândia/MG.

> Pinacoteca Municipal de Atibaia, Atibaia/SP.

> Pinacoteca Municipal Miguel Dutra, Piracicaba/SP.

> Palácio das Artes, Praia Grande/SP.

> Prefeitura Municipal de Santo André, Santo André/SP.

> Centro Cultural Correios, Rio de Janeiro/RJ.

> SESC – Amapá Galeria Antônio Munhoz, Macapá/AP.

> Galeria de Arte da UFSC, Florianópolis/SC.

> Coleção César Gaviria, Colômbia.

> Coleção Luis Eduardo Gama, Brasil.