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Mauricio Planel

Montevidéu/UR, 1965. Vive e trabalha no Rio de Janeiro/RJ.

Mauricio Planel estudou na Escuela Nacional de Bellas Artes em Montevidéu.

Atua como ilustrador na área editorial, tendo trabalhos publicados em: Revista Playboy - Revista Continente - Revista Ciência Hoje - Revista Mundo Estranho - Revista Superinteressante - Revista Florense - Revista da Cultura - Revista GQ - Editora  Moderna - Le Monde Diplomatique - Editora Torre del Vigía - Trip Editora - WMF Martins Fontes - Editora Melhoramentos - CEPE Editora - Mellen Press - Rara Editorial, entre outras. 

Ministra diversas oficinas de colagem para alunos de design gráfico, fotógrafos, arquitetos, designers de moda e artistas plásticos. Integra o coletivo collagistas sin fronteras que reúne artistas da Argentina, Brasil e Uruguai.

 

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Animação: Tereza Didier

Exposições individuais

2016 - Apresentação de colagens e bate-papo sobre processo de criação em oficina IED, Rio de Janeiro/RJ.

2013 - Exposição individual de colagens editoriais no Città America, Rio de Janeiro/RJ.

2012 - Portfólio publicado na Revista Gráfica Arte Internacional, Curitiba/PR.

 

Exposições coletivas

2015 - Exposição Viajante, Olhar Estrangeiro, Rio de Janeiro/RJ.

2015 - Exposição Coletivo Collagistas sin Fronteras, Montevidéu/UR.

2013 - Um cartaz para São Paulo, Biblioteca Mario de Andrade, São Paulo/SP.

2008 - INFRAleve - Exposición Internacional Duchampiana, Santiago/Chile.

2007 - Posturas Eróticas, Rio Cuarto/AR.

 

Salões

2008 - XVI Salão Internacional de Desenho para a Imprensa - Porto Alegre/RS.

Colagem: resultados inusitados e inspiradores

Dicas valiosas de Mauricio Planel

Tiago Bosco

 

Designer e uruguaio de nascimento, Mauricio Planel desenvolve seus trabalhos utilizando colagem (digital e manual) e, com ela, ainda cria produtos para papelaria e decoração como marcadores de livros, postais, jogos americanos, porta-copos, almofadas, bolsas, entre outros.

Além disso, Mauricio, que estudou na Escuela Nacional de Bellas Artes em Montevidéu e atualmente vive e trabalha no Rio de Janeiro, também ministra oficinas de colagem para alunos de design gráfico, fotógrafos, arquitetos, designers de moda, artistas plásticos ou para pessoas interessadas em artes, passando sua experiência e orientando os alunos a se expressarem de forma pessoal e criativa. Em entrevista para a Wide, o artista fala sobre o seu envolvimento com as técnicas de colagem, política cultural, mídias sociais etc. Confira!

 

WIDE A ilustração com colagens talvez seja a característica mais marcante em seu trabalho. Você sempre gostou deste estilo? Como foi o seu envolvimento com este tipo de técnica?

MAURICIO PLANEL Desde jovem trabalhava com artes gráficas em editoras e jornais; todo o processo de finalização era muito manual com recortes de títulos, cola e estilete. Com toda a certeza veio daí o meu interesse. Mas já desenhava e experimentava com a aquarela, com o tempo foi natural a junção dos desenhos com pedaços de papéis recortados.

WIDE Você é uruguaio, mas já mora há alguns anos no Brasil. Pela sua experiência, por aqui existe política cultural que atenda as necessidades das artes e dos artistas plásticos? Quais são os principais desafios de quem vive de arte?

MAURICIO PLANEL Sim, existe uma política cultural, mas não ao ponto que seria necessário ou desejável. Cabe ao artista buscar cada vez mais os espaços onde aprender, expor e viver de sua arte - seja ela artes plásticas, música, teatro ou outra.

Embora sejam difíceis, os desafios fazem parte da trajetória da vida profissional. Tem que estudar e insistir muito. Depender de terceiros nunca é positivo, embora seja uma constante, principalmente nas artes. Desconfie de coisas que vem muito fáceis - você acabará não dando o devido valor.

WIDE Nos dias de hoje, de que maneira você avalia o momento cultural? Coisas boas têm surgido nas mãos desta nova geração?

MAURICIO PLANEL Em todos os momentos surgem coisas boas, o grande problema é que nem sempre há uma divulgação para que o público tome conhecimento e aprecie.

Geralmente, a música, o cinema e as artes plásticas têm uma exposição maior desde que sejam rentáveis economicamente, e nem sempre são de boa qualidade. Cumprem a tarefa de vender embora possam não ter qualidade.

WIDE As novas tecnologias, como a internet e as mídias sociais, por exemplo, de alguma maneira influenciaram - e influenciam - o seu trabalho?

MAURICIO PLANEL Demais, hoje existe a possibilidade de acompanhar trabalhos de outros artistas em diversas partes do mundo de forma instantânea. Conversar, mostrar os seus trabalhos, ver o que está sendo feito por outras pessoas mundo afora. Isso é fantástico.

Uma coisa engraçada e interessante ao mesmo tempo - o e-mail está deixando de ser usado, e no meu caso, diversas editoras me solicitam trabalhos via redes sociais. Temos que conhecer e nos adaptar às novas formas de diálogos.

WIDE Quais ilustradores históricos ou contemporâneos você mais admira? E por quê?

MAURICIO PLANEL Eu poderia fazer uma lista enorme. Mas, sem dúvida, os artistas da collage: muita beleza gráfica, história e humor no trabalho de pessoas que recortam e mudam o sentido de uma fotografia esquecida.

Voltando a falar das redes sociais conheci ótimos profissionais, como o Rogério Geo, o Fábio Pires, a Simone Mendes, o João Paulo Figueiredo, a Laíza Ferreira, a Mariana Valent e, o Kin Jim e Márcia Albuquerque.

(Entrevista disponível no site: http://www.revistawide.com.br/design/colagem-resultados-inusitados-e-inspiradores)

 

Entrevista a Mauricio Planel

Mariana Fossatti

 

El collage es un lenguaje que fascina. Extremadamente variado, ofrece miles de posibilidades. Tarde o temprano casi todos los artistas experimentan con el collage, pero algunos llegan a ese mundo para quedarse. Así lo ha hecho Mauricio Planel Rossiello (Montevideo, 1965), dedicándose plenamente al collage, especialmente al uso de esta técnica en la ilustración. Mauricio vive muy cerca de Río de Janeiro y publica sus obras en diarios y revistas de su país y del extranjero. Conocimos su obra a través del blog que alimenta constantemente de nuevos trabajos y tuvimos la oportunidad de conocer también a una persona muy cálida, abierta a compartir y conversar sobre su labor como artista.

¿Cómo fueron tus inicios en el mundo del collage? ¿Cómo descubriste y adoptaste esta técnica?

Algunos años atrás estudiaba en un taller y vi algunos libros de arte y uno de ellos tenía un capítulo dedicado al collage. Fue un impacto en el mismo momento. Siempre me gustó mucho la acuarela, pero después de aquel día empecé a cortar y pegar papeles. Ya  dejé la acuarela a un tiempo y me dedico 100% al collage.

Gran parte de tu trabajo tiene que ver con la ilustración. ¿Por qué elegir el collage como discurso para hablar sobre la realidad y la actualidad?

Todo empezó cuando fui a trabajar en un diario de la ciudad donde vivía (Petrópolis, a 70 km de Río de Janeiro). Estaba en la parte gráfica del diario y todo aquel universo me encantó: diagramación, tintas, chapas, fotos e ilustraciones. No solamente una etapa del proceso gráfico, sino todo el proceso. Estudié artes gráficas siempre. Dibujaba habitualmente, hasta que vi a los maestros del collage y entendí que eso era justamente todo lo que vivía antes en el diario y en las imprentas que trabajé. Los tipos, colores chapados, papeles antiguos. Lo adopté en seguida a mi trabajo.

¿Hay para vos algún tipo de límites o diferencias entre el diseño, la ilustración y el arte?

Hace tiempo el diseño, la ilustración y el arte caminan muy parejos y muchas veces se mezclan. Me gusta eso, cuanto más mezclados mejor, eso va creando en las personas una nueva cultura visual.

¿Consideras que Internet y los medios sociales han cambiado en algo tu trabajo? Si es así, ¿en qué sentido?

Sí, mucho. Para mí es muy importante la información como punto de partida para crear un collage, sea personal o por encargo; y la Internet es una forma increíble de conseguir informaciones, de las más importantes hasta las menores, difundidas por muchas personas, con opiniones, realidades e intereses distintos. Conocer los diversos puntos de vista es fundamental, todo eso cambia el trabajo, me parece muy bueno. Lo único que siento es que de vez en cuando tengo una sobredosis de informaciones y hay que filtrar lo que realmente es importante o no.

¿Qué artistas que has conocido por la web te interesan? ¿Por qué?

Hace algunos años, las pocas formas de conocer el trabajo de algún artista eran leer un libro, ir a una exposición o conocer personalmente la obra. Era muy restrictivo. Ahora tenemos, a través de la web, la posibilidad de conocer gente de diversas partes del mundo, sean consagrados o en sus primeros pasos. Además, podemos intercambiar opiniones, preguntar; eso es fabuloso.

Conocí gente talentosa a través de sus blogs y páginas. Algunos artistas que me gustan mucho son:
Yamandú Cuevas (http://yamanducuevas.blogspot.com/)
Daniel Cimadevilla (http://www.buenozine.com.br/)
Tide Hellmeister (http://expobravagente.blogspot.com/)

(Entrevista disponível no site: http://www.articaonline.com/2011/07/entrevista-a-mauricio-planel/