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Aura arte lidia brancher perfil

Lídia Brancher

Porto Alegre/RS, 1987. Vive e trabalha em Porto Alegre/RS.

Lídia Brancher é graduada em Design Gráfico pela Universidade Uniritter. Fez cursos de xilografia e litografia no Atelier Livre Xico Stockinger da Prefeitura Municipal de Porto Alegre e de litografia no Museu do Trabalho. Suas obras se desenvolvem em diferentes meios: desenhos, gravuras, pinturas, colagens, e representações digitais. Sua linguagem simbólica é composta pela temática feminina, seres fantásticos e paisagens flutuantes. As figuras são criadas a partir de texturas, linhas ou a ausência das mesmas, mas sem compromisso com a representação realista.

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Exposições individuais

2015 - PlaygroundLov, Galpon, Porto Alegre/RS.

 

Exposições coletivas

2015 - #4ilhas, Casa Tony Petzhold, Porto Alegre/RS.

2014 - Corte Preliminar, Galeria Recorte, São Paulo/SP.

2014 - Projeto Piano Livre, Usina do Gasômetro, Porto Alegre/RS.

2013 - Entre Ser, Centro Cultural da Juventude, Alameda das Artes, São Paulo/SP.

2012 - Metropolitanos, Museu de Arte Contemporânea, Porto Alegre/RS.

2012 - Pindorama, Hellion Gallery, Portland/Oregon/EUA.

2012 - Correndo Risco, Museu do Trabalho, Porto Alegre/RS.

2011 - 21x15, ACASA, CTBA.

2010 - Nóz na Fita, Galeria Fita Tape, curadoria de Lucas Ribeiro, Porto Alegre/RS.

2010 - Amor e Ódio - duo com artista Diogenes DSM, Boteco do Beco, Porto Alegre/RS.

2009 - Stickmehard, Musma Galery, Belgica.

2009 - Usina Urbana, Porto Alegre/RS.

2009 - Art for Sale, Galeria New York, Porto Alegre/RS.

2008 - Caderno Negro - Atelier Livre da Prefeitura, Porto Alegre/RS.

2008 - Xirugravuras, Museu do Trabalho e Choque Cultural, Porto Alegre/RS e São Paulo/SP.

2007 - Essa Poa é Boa, paralela Bienal do Mercosul, Porto Alegre/RS.

2006 - Xilogravura de bolso, Atelier Livre da Prefeitura, Porto Alegre/RS.

Exposição Playgroundlov [2015]

Lucas Ribeiro

 

Lidia Brancher é uma artista bem equipada com sensibilidades e técnicas das expressões “analógicas”, como o desenho e a gravura, e uma linha de pesquisa reconhecível. Mas em algum momento, recente, seu trabalho deu um salto. O traço da artista passou a ser guiado por uma nova dinâmica, mais complexa e conectada (em rede) ao presente.

A temática açucarada e referências da publicidade são trabalhadas pela artista entre os ambientes reais e digitais da vida contemporânea. Entre o atelier de gravura do Museu do Trabalho e o trabalho, paralelo, desenvolvendo front-end de web em um centro de processamentos de dados. Nesse contexto de trânsito, sua prática artística sai da zona de conforto para entrar no campo da experimentação e descoberta, com a intensidade da paixão.

As garotas desenhadas de Lidia, em boa parte japonesas, são sampleadas de fotos da Internet e testadas nas redes sociais. Ganham comentários, likes e filtros analógicos emulados, para então adentrarem o espaço expositivo. São formas femininas tomadas para si e filtradas por sua mão, que reproduz, falha, amplia e interfere. Ela tem a apropriação como ponto de partida para chegar em imagens íntimas, únicas e multiplicáveis, mas ainda assim evocando lembranças comuns a todos.

 

Texto para revista +SOMA [2010]

Ana Ferraz

 

Analisar a história em retrospectiva e apontar características de indivíduos ou grupos em determinados períodos de tempo é sempre mais fácil do que descrever algo em constante mudança. Talvez por isso falar da jovem artista Lidia Brancher não seja uma tarefa tão fácil. Lidia tem apenas 25 anos, mas já é um dos nomes mais interessantes da nova geração de artistas de Porto Alegre, tanto no círculo da street art quanto das artes estabelecidas. Iniciou sua trajetória pintando personagens fofos e bonitinhos na rua, mas logo percebeu que eles não seriam o suficiente para expressar sentimentos mais profundos. Após suas primeiras incursões nos muros, procurou o Atelier Livre da Prefeitura, um espaço comunitário de arte em atividade desde os anos 1960 e que tem em suas raízes alguns dos principais artistas gaúchos, como Iberê Camargo e Xico Stockinger. Lá, Lidia se aprofundou no desenho, especialmente de modelos vivos, e na produção de gravuras. Além das artes visuais, sua busca por formação e referências se voltou para a literatura, enquanto suas experiências de vida começavam a emergir em suas obras. Foi a partir dessa mistura que a artista chegou àquela que seria uma das suas principais fontes temáticas: a mulher. Sem um discurso feminista óbvio e caricato atrelado, mas rico em reflexões, Lidia reconstrói sentimentos intimamente ligados ao sexo feminino através de sua arte. Seus desenhos mostram mulheres de verdade, sensação transmitida pela força ou ausência de traços, e não pela busca de uma representação realista.

Desde então, Lidia Brancher já participou de diversos projetos legais, como o livro “Xirugravura”, editado pela Choque Cultural e exposto no Museu do Trabalho, as coletivas Usina Urbana, na Usina do Gasômetro, e NOZ NA FITA 2009, na galeria FITA TAPE, em Porto Alegre. É interessante notar que em cada projeto citado ela participou com técnicas e/ou suportes diferentes. No primeiro foi xilogravura, no segundo, pintura de painel e no terceiro, litogravura. Isso mostra a versatilidade de uma artista em formação que, apesar de vir de um contexto por vezes fechado em si (a arte de rua), não parou de pesquisar e experimentar diferentes formas de se expressar. Ainda assim, Lidia mantém uma característica fundamental da street art: a força de comunicação. Mesmo com a profundidade subjetiva do bom desenho contemporâneo, a arte dela pode ser apreciada de maneira simples e direta, pela forma, beleza e pelos sentimentos que surgem, sem a necessidade de maiores explicações.