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David Ceccon

Porto Alegre/RS, 1992. Vive e trabalha em Porto Alegre/RS.

Bacharel em Artes Visuais pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), desenvolve seu trabalho através de diferentes linguagens, como gravura, pintura, cerâmica, objeto e fotografia. Também utiliza o ciberespaço e as redes sociais como fonte de criação e experimentação artísticas. Em sua poética, interessa-se pelas ambiguidades das relações humanas e pelos mecanismos de construção, fragmentação e dissolução das identidades – e sujeitos – na sociedade contemporânea.

Utilizando-se de conceitos como diferença, pós-identidade, autorrepresentação, reprodutibilidade, autobiografia e autoficção, explora os modos pelos quais performamos nossas existências sobre o mundo e transita por questões que tangem o biológico, o cultural, o fictício, o real e o virtual.

Foi contemplado com uma residência artística em La Rochelle/França pelo 2º Prêmio Aliança Francesa de Arte Contemporânea (2018). Também recebeu o Prêmio IEAVI (2015) e o Prêmio Açorianos da Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre nas categorias Artista Revelação e Destaque em Gravura (2016).



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2018 – 1º Lugar no 2º Prêmio Aliança Francesa de Arte Contemporânea

2016 – X Prêmio Açorianos de Artes Plásticas: Categoria Artista Revelação

2016 – X Prêmio Açorianos de Artes Plásticas: Categoria Destaque em Gravura

2015 – Vencedor do 4º Prêmio IEAVI Fotogaleria Virgílio Calegari com a exposição PODER.AMAR

 

 

 

Exposições individuais

2019 – BIO-I, Sala da Fonte, Paço Municipal de Porto Alegre/RS

2019 – Permanência, Centro Cultural Banco do Nordeste, Sousa/PB

2019 – I-Self, Centre Intermondes, La Rochelle/França

2018 – PLUR|valente, Casa Baka, Porto Alegre/RS

2015/2016 – PODER.AMAR.. 4º Prêmio IEAVI: Fotogaleria Virgílio Calegari, Casa de Cultura Mário Quintana, Porto Alegre/RS 

2016 – INOCÊNCIA, Espaço Expositivo Tricot, Porto Alegre/RS

 

Exposições coletivas 

2019 – Exporn, Aterlier Bletterie, La Rochelle/França

2019 – Imagética HOT, Galeria do DMAE, Porto Alegre/RS 

2019 – IEAVi: Catalisador de Trajetórias, Sala Augusto Meyer, Casa de Cultura Mário Quintana, Porto Alegre/RS

2019 – Pintura é Presságio, Porão do Paço Municipal, Porto Alegre/RS 

2018 – Exposição do 2º Prêmio Aliança Francesa de Arte Contemporânea, Porão do Paço Municipal, Porto Alegre/RS

2018 – III Concurso de Arte Impressa, Goethe-Institut, Porto Alegre/RS 

2018 – Sem título nº1, Pinacoteca Barão do Santo Ângelo, Instituto de Artes, Porto Alegre/RS 

2017 – Arte Contemporânea do Rio Grande do Sul, Czech Centres Prague, Praga/República Checa

2017 – Arte + Arte: Arte e Política, Olhares Contemporâneos, Associação Chico Lisboa, Sesc Centro, Porto Alegre/RS

2017 – Arte + Arte: Arte e Política, Olhares Contemporâneos, Associação Chico Lisboa, Galeria do DMAE, Porto Alegre/RS

2017 – Resto / Ruído / Futura / Jogo, Memorial do Rio Grande do Sul, Porto Alegre/RS

2017 – A Novíssima Geração, Museu do Trabalho, Porto Alegre/RS

2017 – registro n.1, Casa Baka, Porto Alegre/RS

2017 – (In)visível Furta-cor, Blackwall, Perestroika, Porto Alegre/RS

2017/2016 – Escape, Galeria da Casière Interiores, Porto Alegre/RS 

2016 – Exposição dos vencedores do 4º Prêmio IEAVI, Sala Augusto Meyer, Casa de Cultura Mário Quintana, Porto Algre/RS

2016 – Memórias e Identidades, Espaço Cultural dos Correios, Porto Alegre/RS

2016 – Suba Nesse Nesse Desça, Intervenção no Elevador do Instituto de Artes, Porto Alegre/RS

2016 – Farturas, Espaço Cultural dos Correios (Memorial), Porto Alegre/RS

2016 – Exposição da IV Semana da Diversidade Sexual e de Gênero, Faculdade de Biblioteconomia e Comunicação da UFRGS, Porto Alegre/RS

2016 – Se o olhar dá certo, a coisa rola fácil, Casa Peirô, Porto Alegre/RS

2015 – Quanto tempo dura um verão, Café do Duque, Porto Alegre/RS

2015 – O feminismo é para todas as pessoas, NIEM/UFRGS em parceria com Acervo Independente, Porto Alegre/RS.

2015 – Selfie, Galeria dos Arcos, Usina do Gasômetro, Porto Alegre/RS

2015 – Sinestesia, Acervo Independente, Porto Alegre/RS

2015 – Sem suporte, Acervo Independente, Porto Alegre/RS

2014/2015 – Hong Kong Graphic Art Fiesta: An International University Students Exchange Exhibition, L1 and L0 Gallery, Jockey Club Creative Arts Centre, Hong Kong/China

2014 – Rhinos are Coming (International Printmaker Exhibition), organização geral – José Quaresma (FABUL), Centro Cultural CEEE Erico Veríssimo, Brasil / Galeria Kobro, Akadermia Sztuk Pieknych Lodz, Polônia / Centre for African Studies Gallery (CAS), University of Cape Town, África do Sul / Torre de Belém, Goethe Institut e Galeria da Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa, Portugal

2013 – 4º Salão FUNDARTE/SESC de Arte 10x10, Montenegro/RS

 

Participação em projetos

2019 – Colaboração para o Consórcio de Gravura do Museu do Trabalho (edição maio/2019)

2018 – Projeto Gráfico para o disco Aerostático, de Carolina Simoni

2018 – Projeto Atelier na Galeria, Casa Musgo, Porto Alegre/RS

2017 – Participação no Evento de arte 20x20, 12ª Edição, Associação Chico Lisboa, Porto Alegre/RS

2017 – Colaboração para Margem (Zine Coletivo), publicado pela Cactus Edições 

2017 – Colaboração com 3 ilustrações para o livro Como se fosse primavera, de Rafael Pinter

2017 – Colaboração para Sanfona: Fanzine, publicado por Opium Audiovisual

2016 – Colaboração com NuZ Demi Couture

2015 – Colaboração para o Clube do Acervo (Acervo Independente), Porto Alegre/RS.

 

Residências

2019 – Forum de Fotoperformance, BDMG Cultural, Belo Horizonte/MG 2019/2018 – Centre Intermondes, La Rochelle/França

PLURIvalente

Andrei Moura e Diego Groisman

 

Minúcia decisiva — frágil força — diminuto estrondo — implosão silenciosa 

Em ressonância incontornável, a produção criativa de David Ceccon coloca sob suspeita a concordante maneira de perceber o mundo por habituais dualismos. Destroçando a lógica bivalente, nos pomos diante de seres e coisas em suas múltiplas valências. Esculturas, objetos, pinturas se entrecruzam: estamos distantes de definitivas categorizações. As obras são aqui apresentadas em suas esfíngicas presenças [que nos devoram e nos convidam a devorá-las em amoroso canibalismo (ainda que não só as humanidades estejam em jogo)].  

O frágil cervo – que surge em replicadas aparições – é estigma de beleza que foge, signo incontestável de agilidade e velocidade, mas, simultaneamente, apresenta-se como caça a ser abatida, uma inocência ultrajada. O solitário animal, ao mesmo tempo que comove por sua delicada compleição física, é reminiscência primitiva de força bruta, selvagem; uma captura certeira em meio à farta floresta de signos visuais contemporânea. Nesta direção, não estaríamos equivocados ao remetermos a figura do cervo, ou veado, à viado – palavra atribuída, não raro como xingamento, aos transviados da sexualidade heteronormativa. De certo modo, cerne narrativo da mostra, o cervo adere a si em sua ramificada cabeça de muitos galhos o símbolo da plurivalência.

Em outra direção, plurais são as linguagens, meios e suportes dos trabalhos exibidos na mostra, que atestam um percurso poético-investigativo inconformado a rígidas margens. As experimentações em tecido amaciam o olhar e desafiam antigos conceitos. As dimensões de sexualidade e gênero ganham abordagem sutil, mas aguda, afrontando (sem estridências) padrões das identidades masculinas, femininas: o queer – em sua acepção etimológica – o estranho que nos constitui.  

Do público, a mostra requer também valentia para construção de significados e conexões entre as 'peças' –ainda que as 'soluções' sejam transitórias e abertas à transformação. 

 

 

2019 – Tríade, Museu de Arte Contemporânea do Rio Grande do Sul (MACRS)

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