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Foto carlos medina aura 2016

Carlos Medina

São Paulo/SP, 1976. Vive e trabalha em São Paulo/SP.

É graduado em administração de empresas (Mackenzie, 1998) e trabalha como artista visual há 10 anos. Produz representações imaginárias de paisagens e ambientes na qual a matemática e a ordenação estão sempre muito presentes. Tais paisagens podem ser também interpretadas como coleções de momentos. Em diversos trabalhos, além da representação visual do momento, são adicionados memórias e interpretações casuais e pontuais. Entre as exposições coletivas que participou, destacam-se “SARP 2016” (Ribeirão Preto, Salão de Artes Visuais de Vinhedo 2016), “1ª Exposição do Programa Exposições 2016 do MARP” (Ribeirão Preto/SP), “CONTRAPROVA” (Paço das Artes, São Paulo, 2015) e 6ª Mostra de Artes Visuais de Pinhais (PR, 2015).

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2016 - Menção Especial do Júri – Escultura Skyline, SAV 2016.

2010 - Menção Honrosa, Salão de Arte Mali Villas-Bôas, São Paulo/SP.

2009 - Menção Honrosa, Salão de Arte Mali Villas-Bôas, São Paulo/SP.

Exposições individuais:

2016 - Mensurações de variáveis aleatórias, qualcasa, Pinheiros/SP.

 

Exposições coletivas:

2016 - 1ª Exposição do Programa Exposições 2016 do MARP, Ribeirão Preto/SP.

2015 -  Coletiva Deu$ é Real, Casa Xiclet, São Paulo/SP.

2015 - Coletiva "CONTRAPROVA", Paço das Artes, São Paulo/SP.

2015 - 6ª Mostra de Artes Visuais de Pinhais, Pinhais/PR.

2015 - 3rd Biennial Mini Masterpieces, Freeport, IL/USA.

2015 - International art exhibition of small works, Richard App Gallery, Michigan/USA.

2015 - Ocupação Cemitério do Peixe, FUNARTE, MG.

 

Salões:

2016 - SAV 2016 - Salão de Artes Visuais de Vinhedo/SP.

2016 - SARP 2016 - Salão de Arte de Ribeirão Preto Nacional Contemporâneo, Ribeirão Preto/SP.

2016 - 30º Salão de Artes Plásticas de Arceburgo/MG.

2010 - Salão de Arte Mali Villas-Bôas, São Paulo/SP.

2009 - Salão de Arte Mali Villas-Bôas, São Paulo/SP.

Mensurações de variáveis aleatórias

Ananda Carvalho

 

A palavra mensurar na língua portuguesa pode ter dois significados. O primeiro refere-se a calcular a medida de algo. O segundo compreende ações realizadas em um ritmo mais lento. A prática artística de Carlos Medina emerge na somatória de ambos significados. O artista considera o ato de mensurar como um momento de questionamento e como um procedimento de criação para o seu trabalho.

As esculturas-maquetes da instalação Adaptação consistem em diferentes formatos de edificações. Todas são construídas a partir de um mesmo material: uma caixa de papelão e palitos de madeira. Propõem um discurso que parte de uma oportunidade (a caixa), mas ativa um leque de diferentes possibilidades de ações ou de transformações. Já, os micromundos da série de aquarelas Mundos Paralelos possuem delicados e minúsculos desenhos de outras habitações que sugerem combinações e opções de decisões realizadas ou não, coexistindo paralelamente.

Outros sistemas de probabilidades também emergem na instalação Valor Esperado. Nesta coletânea de sobreposições, há materiais coletados, manufaturados e produzidos pelo próprio artista. Ao observar-se calmamente todos esses elementos, percebe-se que estes aparecem em quantidades plurais de opções.  Aqui Carlos propõe uma reflexão sobre o ato de decidir e suas possíveis variáveis. Entre a tentativa de escolher ou ser escolhido, o artista chama a atenção para o acaso desse tipo de mensuração. Ao retratar a multiplicidade das variáveis para uma opção, também relembra a subjetividade e a efemeridade de tal ato.

Entre as probabilidades da lógica, as pinturas da série Novos Horizontes observam a paisagem por uma perspectiva vertical. Os desenhos com demarcações geométricas sobrepostos nas mesmas pinturas indicam variáveis aleatórias de percepção de um momento específico do horizonte. Na mesma sala da exposição, a escultura Escamas oferece tridimensionalidade ao modo de ver as imagens produzidas por Carlos. A escultura também convida o público a observá-la de um ponto de vista diferente do tradicional ao não fazer uso de pedestal ou qualquer outro móvel para a sua exibição.

As ambiguidades entre o pensamento racional e a experimentação são indagações constantes nos trabalhos de Carlos. Entre o que pode ser controlado e o que não é, propõe uma reflexão que considera um estranhamento métrico. Na iminência do que, inicialmente, parecia tão exato, o artista, então, sugere contemplar, ponderar, mensurar...

(Ananda Carvalho é curadora e crítica de arte. Texto de 2016.)